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Desabafos Agridoces

"Enfim, bonito e estranho, desconfio que bonito porque estranho"

Desabafos Agridoces

"Enfim, bonito e estranho, desconfio que bonito porque estranho"

Mais uma prova...

...em como sou desajustada: pessoas fascinadas com a mais recente tecnologia e eu aqui sentada a derivar contentamento de já ter ocupado mais de metade do caderno onde registo o que leio - estar prestes a acabar um caderno tem um significado: ir comprar um novo! [que infelizmente não será da Wonder-Woman pois na loja onde fui não tinham outros modelos...] Também derivo contentamento de estar quase a acabar outra caneta Bic. Tenho umas vinte entradas em atraso e ando a tentar por isso em dia, não sou muito expedita porque acontece ocupar cinco páginas ou mais a falar do mesmo livro. Não passo tempo livre de Verão a ver vídeos de animais bebés fofos e a escrever...

Coisas Várias

1. Realmente tenho gostado de ler ao ar livre e do vento fresco. Também é bom se estiverem a ler coisas tristes, podem dizer que apenas vos entrou um cisco para o olho. Já estou a acabar o livro. Não quero que subam as temperaturas

2. Aqueles artigos sobre como aproveitar e decorar estantes - cheios de cores e vasos com design, mas sem livros. Ou com livros só para decorar espalhados organicamente pelas prateleiras

 

3. Numa cena de uma novela uma rapariga disse - eu mereci o estalo que me dês-te. Virei costas e fugi a correr

 

4. Agora tenho uma caixinha para os medicamentos com os dias da semana como têm os velhinhos. É o princípio do fim.

 

5. Ando viciada em vídeos de preguiças bebés. A mamar num biberão, a bocejar, agarradas a ursos de pelúcia. É muita fofura este bicho

A Desajustada

Pessoa com o dobro da minha idade: posso enviar-te isto por whatsapp...Tens whatsapp?

Eu [com um ar casual]: não, o meu telemóvel é demasiado velho para isso

 

Pessoa sentada à minha frente, tirando fotos a um prato de comida intocado: não tiras uma foto para pôr no Face?

Eu, não respondendo porque tenho a boca cheia

 

Pessoa aleatória num blog: hey, sigam as minhas insta stories!

Eu [num sussurro assustado]: o que é isso?

 

Segunda Pessoa aleatória num blog: sigam o meu blog através do Facebook! Twitter! Visitas de senhores de chapéu com um ar misterioso! Instagram!

Eu [pousando a chávena de chá e ajeitando os óculos]: hum...

 

Terceira pessoa aleatória num blog: estou há dois dias sem ir ao Face, estou a ter pesadelos e suores frios, help!

Eu [retomando a leitura de um romance gótico de capa dura, debaixo do cobertor aquecido às 9 da noite]: esta juventude está perdida

Pensando em patinhos e outras coisas

Às vezes dizem-me que não cresci, que nem pareço adulta. Ontem estive a pensar nisto e cheguei à conclusão que são afirmações injustas. Por exemplo, penso em muitas coisas importantes e adultas e para comprovar decidi ir buscar papel e caneta e tomar nota daquilo em que reflecti no decorrer desta última semana [é possível que eu estivesse a pensar nestas coisas enquanto pessoas falavam para mim, mas isso é um detalhe]

 

- porque é que aquele caracol subiu mais de um metro no tronco daquela árvore? Quanto tempo terá demorado? E se cair dali? 

 

- qual será o melhor lugar da casa para me esconder no caso de querer escrever coisas subversivas contra o governo? [que nunca se diga que eu não faço planos para o futuro]

 

- porque será que daqueles sete patinhos, cinco nasceram castanhos e dois nasceram amarelos? Porque há muito mais patinhos castanhos que amarelos? (a ideia que todos os patinhos são bolinhas amarelas é realmente um mito, porque no ribeiro aqui perto quase só vejo castanhos. Também são fofos)

 

- [encostada a um muro, olhando para baixo] Ora bem, se eu cair daqui será que morria ou só partia alguns ossos? Será que os meus miolos ficariam espalhas na erva?

 

- Quais serão os melhores nomes nórdicos antigos para as minhas guerreiras [mencionadas no post anterior]? Que passado lhes hei-de arranjar? E tenho que arranjar uma arma badass para cada uma. Qualquer coisa que esmague cabeças 

 

- porque não decoram o interior das instituições bancárias de cor-de-rosa?

Complicadas Férias

Às vezes parece que sou a única que não fica entusiasmada com a ideia de a) sítios paradisíacos b) cruzeiros c) escapadinhas românticas. Tenho a ideia de que em ilhas paradisíacas não há muito para fazer o que deve ser o principal atractivo, mas eu não sou muito boa em estar parada (uma das razões porque não gosto de fazer praia) A minha ansiedade não gosta de viajar e conta o tempo que vamos passar longe de casa, a distância e analisa as melhores rotas de fuga. E também não sou boa na parte de fazer as malas. O ano passado nem fui para fora nem nada e insisti que tinha de levar todas as minhas almofadas. Cruzeiros não me parece um conceito apelativo por vários motivos - "é como estar num hotel gigante, um pessoa nem dá conta que está no mar!" Para isso fico num hotel em terra. Não vou pagar um balúrdio por coisas que posso fazer em terra tipo ir a centros comerciais e piscinas.

 

O David Foster Wallace tem uma excelente crónica sobre cruzeiros chamada Uma coisa supostamente divertida que eu nunca mais vou fazer. As escapadinhas românticas parecem sempre envolver jantares chiques, massagens a dois e spas e eu não sou o tipo de pessoa que se queira levar para sítios desses (há dias cortei uma ponta de cabelo sem querer enquanto brincava distraidamente com uma tesoura...) Além disso o conceito: "bora pegar nas coisas e partir" entra em choque com a minha ansiedade e com o meu lado aspie que não gostam de surpresas e que precisam de tempo para pensar em tudo o que pode acontecer (se chove, se fico com o período, se apanho sarampo, se terroristas invadem o hotel...). Se o meu futuro marido estiver a ler isto (a probabilidade de nos encontrarmos deve ser a mesma que terroristas invadirem um hotel no Caramulo, mas temos de pensar em tudo) gostaria de dizer que não precisamos de gastar dinheiro nestas coisas.

 

Podemos ficar em casa no sofá com uma manta, a ver filmes de zombies e a comer pizza enquanto os cães nos tentam saltar para o colo. Sim vamos ter cães e não, não podemos trocar de programação especialmente para coisas de crimes: deixam-me sempre a pensar que de facto a gente não tem como saber quantos psicopatas cruzam o nosso caminho. Até tu podes ser um deles e então vou ter que te amarrar ao sofá enquanto grito e agito uma tesoura. Claro que nada nos garante que zombies já não estejam a atacar pessoas enquanto vemos o filme, mas aí podemos decidir juntos o que fazer e começar logo um inventário das provisões. Talvez possamos trocar por documentários sobre a guerra mas é possível que eu fique emocional e carente e a precisar de chocolates que vais de ter ir comprar e uma vez na rua podes ser atacado pelos zombies ou pelo psicopata e eu vou chorar por já não ter ninguém para tratar do IRS. Vamos ser um casal muito feliz.

A Feminista Romântica

Outro dia vi uma notícia sobre o facto de os casamentos estarem na moda. Isto já por si é uma frase e tanto, mas foi sobretudo mais um pretexto eu poder ser irritante à mesa do jantar: com o meu discurso sobre o casamento na sociedade patriarcal e o meu desdém em relação a spas românticos e a passeios a cavalo à beira mar. Todos os anos aguardo o momento em que vou começar a interessar-me por tais coisas, como me disseram que ia acontecer mas realmente não me parece. Já vou nos 27...Feitos este mês, com tanta coisa esqueci-me de falar disso aqui. "Essas rosas foram um desperdício de dinheiro e essa cantoria debaixo da janela é ridícula, ajuda-me mas é a montar esta estante e depois compra-me um cacto." Bem melhor. Neste momento a minha ideia de casamento envolve vestidos de noiva pretos, cabeças de porco espetadas em estacas como decoração e luas de mel em Paris para visitar o famoso cemitério. A parte das cabeças de porco é mentira. 

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