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Desabafos Agridoces

"Enfim, bonito e estranho, desconfio que bonito porque estranho"

Desabafos Agridoces

"Enfim, bonito e estranho, desconfio que bonito porque estranho"

Escrevendo na madrugada

Dado o nível de intimidade que temos neste blog, posso perfeitamente contar o que estava a fazer ontem de madrugada em vez de dormir: estava a acabar os apontamentos do Uma Vindicação dos Direitos da Mulher enquanto papava um sanduíche com queijo e fiambre e ouvia o Maluco beleza. Ainda foram umas quinze páginas de apontamentos - não sou nenhum génio ou versada em literatura é claro, anoto o que me parece importante e para ordenar os pensamentos. Há livros (sejam de ficção ou não) em que tem de ser assim. Nem tudo na vida é um page-turner que tem de ser acabado em duas noites para se saltar logo para outro. Estou a fazer mesmo para o Orlando [da Virginia Woolf], não tinha planeado mas assim que terminei as primeiras páginas pensei: rápido, preciso de papel e caneta. Não deve demorar muito. Ok, vou parar de falar do que li ou do que estou a ler.

Prendas e Ansiedade

Aproveito a ideia deste post para falar sobre oferecer livros: quem é que não ama? Mas surpresas e embrulhos não são coisas de que faça questão. Pode ser giro quando a pessoa acha que aquele livro é a nossa cara ou apanha uma dica, mas corre-se o risco de o livro acabar abandonado na estante ou ter de se gastar uma viagem para o ir trocar - se bem que também pode servir de desculpa: não é que goste disso, foi prenda (é o que eu digo do Crepúsculo, embora só o primeiro é que tenha sido). Podem verbalizar à minha frente que pretendem oferecer-me uma obra que prontamente disponibilizo a lista ou ligarem-me de dentro da livraria a perguntar o quero. E sim, já pedi para embrulhar livros para oferecer a mim própria. Coisas feitas de surpresa desafiam as minhas competências sociais, que é coisa com que não nasci muito dotada, e dão-me ansiedade - é algo que tenho em excesso. Consigo perceber a ideia de oferecer uma viagem surpresa, por exemplo, mas não quero. Passei um mês a falar e a planear a minha ida à FL e aquilo fica-me a um quase nada de distância. A maior prova de amor é largarem-me na livraria com a frase escolhe o que quiseres. Ambas as partes ficam a ganhar (vou escolher o mais caro) E depois podemos ir comer cheesecake! Sou fácil de contentar. 

Estado: complicado

Acho que é um privilégio um leitor ter na sua vida autores em que pode confiar - é um pouco como ter uma relação com alguém: saber do que o outro gosta de falar e como, sentirmos-nos confortáveis, com base na experiência sabermos que não seremos desapontados. Aceitando que um título talvez não tenha o mesmo impacto que outro lido antes e continuando a derivar momentos de felicidade. É verdade que ninguém está livre de desapontamentos, separações e corações partidos que terão de ser sarados comendo gelado directamente da caixa em frente à estante. Há uns dias tentei ler o God Help the Child da Toni - o Beloved é um portento, mas este não é. Nem o acabei sequer. Como já contado aqui, tive o mesmo problema com a Pearl. O exílio é um pequeno portento, A Flor Oculta foi um sofrimento. Com o John de quem até agora só consegui tragar a não-ficção (só de me lembrar do East of Eden...). Relações complicadas. Com o Murakami aconteceu um declínio gradual: já não achei o 1Q84 grande coisa e não melhorou com a Peregrinação do Rapaz Sem Cor... I'm telling you We are never ever, ever getting back together. E incorporar preocupações feministas nas minhas leituras também me obrigou a repensar o futuro de certas relações, a nossa visão da vida está em conflito So let me thank you for your time And try not to waste any more of mine. Pode ser difícil às vezes passar dos primeiros encontros....Ainda não perdi a esperança, Margaret. Tenho aqui à mão o Alias Grace, talvez possamos traçar o periclitante caminho em direcção a uma relação séria. É por isto que não tenho namorado, a minha vida literária é demasiado intensa. 

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