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Desabafos Agridoces

"Enfim, bonito e estranho, desconfio que bonito porque estranho"

Desabafos Agridoces

"Enfim, bonito e estranho, desconfio que bonito porque estranho"

O olhar dos homens e o corpo das mulheres

Há uns tempos li um livro, que já devo ter mencionado aqui, é um daqueles que reúnem biografias de várias personagens femininas mas neste caso só de artistas: Broad strokes: 15 women who made art and made history (in that order) de Bridget Quinn. Fala de pintoras e escultoras desde o barroco até artistas contemporâneas que exploram diferentes tipos de meios, os textos estão bem escritos e são ilustrados com imagens das obras. Dada a impossibilidade de falar aqui de cada uma destas mulheres incríveis, este post concentra-se num detalhe: as ocasiões em que a autora sugere que comparemos certa obra com outra semelhante de um artista.

 

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Em cima: Judith Beheading Holofernes, Caravaggio, 1599. Galeria Nacional de Arte Antiga, Roma.

Em baixo: Judith Slaying Holofernes, Artemisia Gentileschi, 1620. Uffizi Gallery, Florença.

(Para uma análise de género entre estes dois quadros recomendo este artigo,

a diferença de perspectiva é impressionante)

 

Como feminista, a visão patriarcal sob as mulheres é um tema recorrente. Não é de espantar: uma vez que vocês começam a reparar neste olho não há volta a dar, ele está em todo o lado. Como expliquei em outros posts, é uma das razões porque decidi ler mais escritoras - o olhar que eu consumia era maioritariamente masculino. Não foi tão fácil como parece: podiam tentar arrancar os meus autores preferidos das minhas mãos frias e mortas, afinal eles ensinaram-me o que era boa literatura, fizeram-me chorar apenas com uma descrição de um quarto. Como vou abrir mão deles? Mas eles também me fizeram ver as mulheres pelos seus olhos - ou nem considerá-las sequer (Moby Dick é um exemplo clássico de obra sem mulheres, mas considerada literatura universal). Mas são estes os livros que são considerados essenciais.

 

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Em cima: The Artist’s Studio, Gustave Courbet, 1855. Museu de Orsay, Paris.

Em baixo: Self-Portrait with Two Pupils, Mademoiselle Marie Gabrielle Capet (1761-1818) and
Mademoiselle Carreaux de Rosemond (died 1788); Adélaïde Labille-Guiard, 1785. Metropolitan Museum of Art, Nova York.

[Em contraste com a vulnerável figura nua, o quadro de Labille-Guiard mostra uma relação de protecção entre as três mulheres: as duas estudantes, com roupa menos vistosa, estão posicionadas atrás da cadeira da pintora, ambas inclinadas na sua direcção, as cabeças encostadas e têm os braços à volta uma da outra]

 

A visão dos homens é que define que literatura é válida ou não - mais tarde haveria de perceber que o patriarcado tem diversas técnicas para impedir a produção artística das mulheres e para impedir que elas façam parte do cânone. Este olhar no cinema é brutal: são pilhas de corpos femininos predados até à exaustão. Tão normal é o olhar masculino nos filmes que nem paramos para pensar porque é que a personagem feminina está nua numa cena aleatória, porque está naquela pose, porque está o foco apontado para aquela parte do corpo dela, compactuamos com o olho que vê a mulher despida no chuveiro.

Quando vemos um filme (ou quadro ou livro) em que este olhar patriarcal foi afastado é uma catarse. A minha experiência ao ler autoras fez-me saltar por cima das listas tradicionais de melhores filmes e sem nenhum arrependimento. Ao escrever este texto veio-me logo à mente o Portrait of a Lady on Fire: uma visão queer que altera as relações patriarcais de poder, como a relação entre quem observa e quem é observado. A dada altura há uma cena de aborto, que em si mesma daria um post pelo modo transgressivo como é retratada. Depois disso uma das personagens sugere que recriem a cena para que outra, que é artista, a possa pintar.

Ao fazer isto elas reconhecem a importância do que aconteceu - e que é algo que merece ser contado. Talvez eu não tenha ido a museus que chegue mas não me parece que o aborto seja um tema popular, o que é irónico tendo em conta a quantidade de vaginas que estão à vista.

 

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Em cima: Henry Ford Hospital (La cama volando), Frida Kahlo, 1932. Museu Dolores Olmedo, Cidade do México.

Em baixo: Sem título Nº1 (Série Aborto), Paula Rego, 1998.

 

Outro filme que me veio logo à mente foi a comédia Booksmart, especialmente a cena em que as duas protagonistas se estão a arranjar para a noite das suas vidas: seria simples fazê-las meter uns vestidos sexy e siga, mas o mundo é perigoso para as mulheres e elas sabem isso então a preparação envolve treinar movimentos de auto-defesa com a ajuda de vídeos do Youtube e ter à mão o spray pimenta (que acidentalmente uma esperge para a cara da outra), além disso elas falam de masturbação e a cena íntima entre uma das protagonistas e outra rapariga é realística.

O olho patriarcal afecta profundamente o modo como as mulheres se percepcionam a si mesmas: como obsessivamente controlam a sua aparência, os seus gestos, o modo como se sentam, o que dizem (ou não dizem), o tom da voz...Vi recentemente The Love Witch, que também encaixa bem aqui, pois é uma interessante apropriação de um género bastante masculino (filmes sensacionalistas dos anos 60\70), transformado numa reflexão feminista: a bela protagonista está determinada a encontrar o homem da sua vida e por isso faz tudo para ser aquilo que eles mais desejam - a sua última fantasia como ela própria diz. 

As mulheres também acabam por adoptar um olhar masculino, avaliando-se umas às outras por essa bitola. Fiquei a pensar nisto depois de ler o livro Moda e Feminismos em Portugal de Cristina L. Duarte, uma tese que analisa os modos como estes dois temas se entrecruzam. Mulheres de várias gerações são entrevistadas, uma rapariga diz: "À minha minha desagrada-lhe muito que eu tenha pelos, é o seu olhar masculino. O meu irmão, que está cheio de pelos, não é um problema (...) o mesmo critério não é aplicado a ele."

 

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Esquerda: Timocleia Before Alexander,  gravura de Léon Davent a partir de frescos de francesco Primaticcio, 1541-1545 [ver maior]

Direita: Timoclea Kills the Captain of Alexander the Great,  Elisabetta Sirani, 1659 [ver maior]

 

Outra coisa que não tinha pensado: a própria posição em que as mulheres são retratadas mostra a sua falta de estatuto. Um ser etéreo que inspira o artista (ou o poeta) na realização da sua obra-prima e se não for isso o que é que lhe resta? Ser a figura trágica - isto fez-me lembrar o quadro de Sirani, que já tinha inserido num outro texto, mas achei interessante o contraste entre as duas peças. Ela mostra Timoclea atirando o seu violador para dentro de um poço, enquanto a maior parte das pinturas que retratam este episódio a mostram depois disso, diante de Alexandre, o Grande (e assim a história é desviada da figura feminina).

Se a mulher não estiver ajoelhada, como a pobre Inês, então é a puta, reclinada, oferecida - Judite era uma figura piedosa representando a justiça mas foi transformada num objecto sexual - é um modo de destituir a figura feminina de poder, submetendo-a a figuras masculinas superiores que decidirão o seu destino ou as usarão para a sua satisfação. É um duplo consumo em que está envolvido quem produz a obra e quem a contempla.

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Esquerda: Drama de Inês de Castro, Columbano Bordalo Pinheiro,1901-1904, Museu Militar de Lisboa [ver maior]

Direita: Olympia, Édouard Manet, 1863, Museu de Orsay, Paris [ver maior]

["The female nude had long been a staple in the repertoires of male painters, from Italian Renaissance artists to key figures in nineteenth-century French painting. Around the beginning of the twentieth century in particular, modernists like Pablo Picasso and Henri Matisse revamped the female nude for the sake of artistic experimentation (...) Their sitters were made sexually available, even defenseless; they were designed for a male viewer and his desire." - tirado daqui]

 

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Paula Modersohn-Becker: Reclining Mother and Child II, 1906 e Reclining Female Nude, 1905-1906 [ver maior]

[Paula foi a primeira artista na História ocidental a pintar um auto-retrato nu. E muito provavelmente uma das primeiras a retratar outras mulheres deste modo, seguindo a tradição do nu reclinado ao mesmo tempo que o libertava da carga erótica masculina. A mãe, grande e com os pelos púbicos expostos, e o(a) bebé olham-se indiferentes a quem observa - "They do offer sensuality, but it’s one of food and touch and warmth and animal love. For each other" - quebra também a imagem da sofrida virgem que amamenta um inevitável menino.]

 

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Paula Modersohn-Becker: Self-Portrait with Amber Necklace II, 1906.

 

Incorporamos este olhar com tanta facilidade - sofremos com a violência patriarcal e simultaneamente somos ensinadas a reproduzi-la. Estas galerias cheias de santas e putas, listas de livros só com nomes de autores e a sucessão interminável de películas (e sagas) tão clichés e falocêntricas...Tudo isto constitui uma fábrica de desejos masculinos mostrando aos espectadores o tipo de homem que eles devem almejar ser, o tipo de homem a "sério" em que se podem projectar e por arrasto mostram como eles devem olhar e tratar as mulheres - quem pode negar que os valorosos marinheiros mereciam foder à tripa forra com as ninfas? Sê um herói e no fim ficas com o troféu. E para se manter a ilusão de superioridade, as mulheres nestes quadros devem permanecer como estão: passivas.

Quão triste isto é, para todos...Não me interessa debater sobre se há uma escrita feminina ou não, tenho lido tantas coisas diferentes. O ponto é: a importância de reconhecer a existência de uma visão masculina, branca e heterossexual que é predominante, os efeitos disso, como podemos identificá-la (felizmente hoje em dia já se encontram muitos artigos que explicam o fenómeno da male gaze e como identificar isso no cinema, por exemplo) e procurar outras vozes, as histórias que estão na priferia e que precisam de ser trazidas para o centro.

Coisas bizarras e uma leitura lenta

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(Marcha das Mulheres, 21 de Janeiro de 2017. Tirado daqui

 'We are the granddaughters of the witches you weren't able to burn")

 

- Uma coisa excruciante de ser feminista é que antes de podermos sugerir qualquer ideia a respeito de um problema, temos de convencer hordas de gente que o dito problema realmente existe...Qualquer coisa que afecte as mulheres é imediatamente desacreditada ou negada: desigualdade de salários, dores causadas pelo período (episódios do Twilight Zone empalidecem perante a bizarria de termos um homem aleatório a tentar nos explicar que essas dores são pouca coisa...Se bem que isto não devia surpreender já que o corpo feminino é desde sempre regulado por governos masculinos), violência doméstica, objectificação...

E recentemente vi um tipo a tentar negar a caça às bruxas, dizendo que não passa de um mito. Que bizarro um mundo onde a caça às bruxas é mito mas os homens terem concedido direitos às mulheres é considerado um facto. E algumas pessoas ainda se perguntam se este mundo realmente odeia o género feminino...Já eu penso no quão mais profundo o poço do ódio pode ser. 

 

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(A mesma frase, aqui num protesto contra a proibição do aborto

na Polónia. 2020. Foto de Aleksandra Perzyńska)

 

- A expressão caça às bruxas é frequentemente usada em contextos diversos, mas às vezes ainda penso nas pessoas que no auge do Me Too a empregavam para defender os predadores sexuais. Usar uma perseguição massiva levada a cabo por agentes da Igreja e do Estado que visava, na sua grande parte forçar as mulheres, à submissão e controlar o seu corpo

 

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(Handmaid's Tale protest outside European Parliament against Polish

abortion ban. 2020. Tirado daqui)

 

baseando-se em crimes que não eram reais e compará-la a um movimento que consistiu em mulheres civis [e alguns homens] revelarem como foram abusadas e assediadas depois de anos de sofrimento em silêncio e exigirem justiça; insinuando que estes homens, que não só praticaram crimes bem reais como muitos deles infelizmente mal tiveram qualquer punição, viviam no alto dos seus escritórios num ambiente semelhante ao de Salem - é absolutamente bizarro. Ironicamente estes predadores também são parte de um genocídio contra as mulheres. Um genocídio intelectual:

 

"We just don’t consider, don’t even see, the loss of all the women who—
driven out, banished, self-exiled, or marginalized—might have been more
talented or brilliant or comforting to us, on our airwaves or in our governing
bodies, but whom we have never even gotten the chance to know."

(Tirado de Good and Mad: The Revolutionary Power of Women's Anger, Rebecca Traister)

 

- Ainda não acabei O Fim do Homem Soviético. Tinha pensado numa semana, mas é bem angustiante então tem ido aos pedaços. É verdade que não há nenhum livro da Svetlana que não seja brutal...Não acho que seja necessário ler os livros por ordem mas faz sentido que este fique para último e ter algum conhecimento prévio ajuda, poupa algumas idas ao Google. Claro que pode ser que vocês à data já fossem adultos interessados em política internacional, mas eu nasci em Janeiro de 1991. Entretanto já vou a mais de meio. 

 
"My blood is all over your hands
Is it pretty?
You like how it tastes?
(...)
Do you think that I'm an easy prey?
(...)
No wire hangerz ever
No wire hangerz ever"
 
 

- Tropecei num documentário que aborda a descriminação e a disparidade de género no cinema [e logo a seguir encontrei um comentário negando isto, ah pois é] e fiquei tão entusiasmada que não reparei logo que foi realizado por um homem com produção de três pessoas, duas delas também homens. Ainda gostaria de vê-lo, mas no momento achei este detalhe um tanto incongruente...

- Tenho andado a reparar num fenómeno bizarro nas caixas de comentários de canais de culinária. Há cavalheiros que vão lá comentar não o que é costume, por exemplo - que bom aspecto, mal posso esperar por fazer esta receita! Em vez disso, exprimem o seu desejo de encontrarem uma esposa que saiba cozinhar tão bem...Algumas pessoas podem achar isto inócuo, mas as coisas escalam e assim também encontramos comentários como: se pudesse casava contigo sem pensar duas vezes, és a esposa perfeita; que pena que hoje em dia não existam mais mulheres como tu; bonita e que sabe cozinhar o que mais um homem precisa na vida? O meu comentário preferido até agora era um que dizia: eu daria um murro na cara de uma modelo para ficar contigo. Tudo o que a moça do vídeo queria era ensinar a fazer uma quiche...

Coisas tóxicas que se dizem

Uma coisa muito irritante é quando pessoas tentam minar as conversas sobre feminismo, não por insultarem, mas por usarem certos "argumentos". Aqui estão alguns, apenas uma pequena amostra: nem todos os homens fazem isso - um clássico, se ganhasse um euro por cada vez que encontro esta merda estaria mais rica que o Tio Patinhas; mas eu sou um bom rapaz - outro clássico. Alguns senhores ainda não perceberam que se sentem necessidade de dizer isso é porque muito provavelmente não o são. Imaginem se alguém escrevesse um texto sobre o mal causado pelos ditos "bons rapazes". Mas as mulheres fazem o mesmo; então e dos homens ninguém fala? Eles também sofrem com isso - uma pessoa incauta diz que x mulheres sofrem violência, qualquer que seja o contexto, e um senhor vai logo aparecer com cinco estatísticas para tentar provar que os homens sofrem mais.

E todos os textos escritos sobre masculinidade tóxica e como afecta os homens vão ganhar o super-poder da invisibilidade. Certo, só que eu conheci uma mulher que se intitulava feminista mas que fazia\dizia este e este disparate; concordo, mas prefiro usar o termo igualitarismo em vez de feminismo - pois, também prefiro beber H2O em vez de água. Recentemente vi um tipo que referente a algo sobre piropos comentou para dizer que uma vez duas mulheres lhe mandaram piropos e ele gostou imenso. E um outro estava convencido que torcer um pé era muito mais doloroso do que qualquer dor causada pelo período. Infelizmente não é possível ter uma conversa sobre qualquer dor feminina sem que surja alguém a tentar minimizá-la...

E como esquecer outro clássico: todas as vidas importam. Só que isto não são argumentos. São formas de causar caos e bloquear a conversa, fazendo-a desviar-se do tema principal e importante. Temas como violência policial e rape culture são esquecidos porque nos envolvemos a discutir miudezas. É tão desgastante...E evidentemente, algumas pessoas não suportam que qualquer discussão não esteja centrada no seu género e cor e por isso têm de desviar a conversa para si...Tal e qual os filmes em que a personagem feminina é a principal mas são as masculinas que falam mais ou em que alguém branco vem em socorro das personagens negras. 

Mas esta perseguição aos homens brancos não acaba? Aqui está outra que acabei de me lembrar e que encontrei num comentário de Youtube enquanto estava a ouvir música. Vale a pena mencionar que uma das linhas desta música em particular era sobre as populações indígenas despojadas das suas terras...O que mais dizer? Mais um conjunto de coisas que se dizem e que são deveras irritantes:

 

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Outro dia numa telenovela duas personagens estavam a ver um apartamento de luxo para venda, uma comenta que é um apartamento para ricos e a outra responde blasé - para ricos ou para pessoas que trabalharam uma vida inteira? Eu tipo: Desculpe, como disse? Na verdade não é preciso repetir pois este tipo de pensamento está por todo o lado e é vendido por muitos livros de auto-ajuda...

As pessoas são pobres porque querem; quer tornar-se CEO de uma empresa? Só tem de trabalhar muito! claro, como é que ninguém tinha pensando nisto antes...Estes milionários começaram numa garagem, porque não faz você o mesmo? Se não conseguem a culpa é vossa que não estão a fazer sacrifícios que chegue. Outra gira que acabei de encontrar - I do today what others aren’t willing to do, so I can do tomorrow what they can’t, este nível de privilégio é tal que mais um pouco e éramos todos catapultados para Júpiter. Parem com isto.

Quem Escreve Aqui

Feminista * plus size * comenta uma variedade de assuntos e acha que tem graça * interesse particular em livros, História, doces e recentemente em filmes * talento: saber muitas músicas da Taylor Swift de cor * Blogger há uma década * às vezes usa vernáculo * toda a gente é bem-vinda, menos se vierem aqui promover ódio, esses comentários serão eliminados * obrigada pela visita

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