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Desabafos Agridoces

"Enfim, bonito e estranho, desconfio que bonito porque estranho"

Desabafos Agridoces

"Enfim, bonito e estranho, desconfio que bonito porque estranho"

Feira do Livro: compras (e unhas)

A primeira coisa que tenho a dizer sobre a Feira do Livro 2019 está relacionada com uma das minhas unhas do pé. Uns dias antes da data pensada para ir à Feira caiu-lhe um objecto em cima e ficou toda vermelha. Calçar ténis ficou fora de questão. Já é uma tradição acontecer-me qualquer coisa chatinha por altura da FL: misteriosas dores nos músculos, joelhos esfolados...Deve ser para testar se gosto mesmo a sério de livros. A segunda coisa a dizer é que realmente levei uma lista. 

 

Pesquisei títulos, preços - usando a função de pesquisa no site (está mais agradável de usar do que o ano passado) e tomei nota num caderninho de capa dourada que levei comigo. Senti-me uma leitora em termos! E deu jeito porque evitou que eu andasse a cansar-me de um lado para o outro. Quando comecei a ir à Feira tinha de ver literalmente todas as bancas mas este ano decidi ir directamente ao que me interessava sem vergonha nenhuma. Também é da idade.

 

Estava um mundo de gente como é costume aos fins-de-semana - sorte de quem pode ir à semana. Em compensação quanto mais pessoas mais hipóteses de ouvir conversas interessantes - é um clássico da Feira e não é preciso ser cusco. É só estar-se parado. Este ano houve desabafos de leitores, perguntas infantis impertinentes e o imortal - Já ouvi falar muito bem dos livros desta escritora, Mia Couto. Outras observações: não me detive nos alfarrabistas por isso não sei como é que aquilo estava a nível de preços e variedade e ao que parece também passei ao lado da distribuição gratuita de legumes...

 

Quando voltei à noite estava um bocado de vento, mas ainda assim muito mais agradável do que andar ali com calor, até levei um saquinho de pano: tecnicamente um saco de praia, mas agora oficialmente um saco para carregar livros. O que não foi muito agradável foi ter dois grupos de editoras tão perto com música ao vivo ao mesmo tempo, era meio que um caos sonoro enquanto o outro lado da Feira estava mergulhada em silêncio...Ok, agora as compras:

 

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Como Ser Uma e Outra, Ali Smith [como planeado trouxe um livro da Ali - na Elsinore este era o único que me servia, pois Outono e Inverno são parte da trilogia e este último não tinha desconto]

Yoro, Marina Perezagua [sugestão tirada do Mais Mulheres Por Favor]

As Últimas Testemunhas, Svetlana Aleksievitch [acho que agora só me falta o Rapazes de Zinco]

Os Hóspedes, Sarah Waters [um extra. Tenho visto menções a esta autora por aí, decidi experimentar]

 

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. Mulheres Viajantes, Sónia Serrano [outra sugestão do Mais Mulheres Por Favor. Não estava incluído na Hora H por isso trouxe a edição de bolso que era mais barata]

. O Alegre Canto da Perdiz, Paulina Chiziane e Ema, Maria Teresa Horta [duas autoras que tinha na lista]

. O Moinho à Beira do Floss, George Eliot [um extra que estava a cinco euros na Relógio D'Água. Pareceu-me um bom negócio, além disso está novinho]

 

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. As Primeiras Mulheres Repórteres, Isabel Ventura [estava na whislist há meses e podem imaginar como fiquei contente de o ver ali na banca à minha frente - e na hora H. 

"Conta-nos o modo como seis mulheres jornalistas (Alice Vieira, Edite Soeiro, Diana Andringa, Leonor Pinhão, Maria Antónia Palla, Maria Teresa Horta) conquistaram um lugar num “território de homens”, num tempo de opressão"

Isabel ventura também é autora de outro livro que me parece muito interessante - Medusa no Palácio da Justiça ou Uma História da Violação Sexual]

. Mulheres Portuguesas, Helena Pereira de Melo e Irene Flunser Pimentel ["as autoras analisam as leis que moldaram a situação das mulheres portuguesas na família e na sociedade desde o final do século XIX até aos dias de hoje, incluindo o movimento feminista e sufragista na I República, o período do Estado novo e as grandes mudanças que eclodiram com o 25 de Abril de 1974"]

Capitãs de Abril, Ana Sofia Fonseca e Vítimas de Salazar, Irene Flunser Pimentel, João Madeira e Luís Farinha [o último foi mais um extra, estava a comprar as Capitãs quando olhei para cima e o vi. Não deu para resistir. Soube da existência de ambos através do My Book News]

Feira do Livro: compras (e certas tristezas)

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Começando pelas tristezas: os planos previamente traçados (e até abordados aqui) tiveram que se resumir apenas a um: conseguir sair de casa. Porque a minha ansiedade decidiu que estava na altura de um meltdown. Mas já que a Feira não ia estar aberta até o meu humor estabilizar e já que não comprava livros há quase um ano (verdade), fui. Vi tudo, nada em especial me fez palpitar. Pode ter sido influência do meu estado de espírito. Só talvez um Pynchon numa das bancas de usados, mas tal como o ano passado não queria autores. Decidi partilhar esta informação com quem estava comigo e recebi olhares de incompreensão. Como uma das minhas resoluções para este ano é maçar pessoas também fora da internet com o meu feminismo irei persistir. Acabei por trazer o que já tinha pensado: a Simone e a Svetlana. As Cientistas é um livro ilustrado que destaca as contribuições de várias mulheres notáveis no campo das ciências. Achei fofo. Diz na parte de trás: "É um facto científico: as mulheres são o máximo!" Fora isto não choveu e vi vários Pugs. Esta informação é muito importante. 

 

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Depois voltei para aproveitar a hora H. Já estava mais próxima do meu estado de espírito costumeiro na FL: o quer ver e trazer tudo. Mas desta vez levei mesmo uma lista, uma folhinha impressa. Fui pesquisar ao site para saber o preço e onde encontrá-los (alguns não apareceram na pesquisa não sei porquê, mas depois dei com eles lá...). E andei a abordar funcionários. Já não sei quem sou. Tudo bem que a lista só tinha quatro títulos. Foram esses que trouxe: o da Rebecca, outro da Svetlana -sim, já li o War's Unwomanly Face mas não o tinha e os outros dois dela desta editora que sobravam (As Últimas Testemunhas e Rapazes de Zinco) não estavam em promoção. Além disso estou em fase de seleccionar livros leves para ler na praia; o da Maria Teresa Horta que ouvi dizer por aí que era bom e o da Siri que encontrei referenciado numa lista algures. Claro que tinha que trazer uns fora da lista...Mas a Meg também estava em promoção (só A Paixão Segundo Constança H não estava por ter sido reeditado agora). Verão só custou três euros. Estou contente, ainda que tenha a noção que isto saiu branco demais. Felizmente tenho alguns títulos em espera que irão equilibrar. 

Feira do Livro e os esquecidos

Quando os leitores pensam na Feira do Livro é inevitável que pensem logo no que pretendem comprar e é possível que isso leve a uma reflexão sobre o que foi comprado e ainda não lido. Ao contrário do que se possa pensar a vida de um leitor é cheia de pequenas regras: não comprar demasiado, ler o que está na estante em espera, ler um número determinado de livros por ano, não desistir de uma leitura a meio...Algumas destas regras\hábitos podem trazer resultados positivos dependendo de cada um: não acho um frete ler autoras mesmo que isso signifique adiar outras leituras, já ter metas vocês já sabem: não. Em relação ao que veio da Feira o ano passado: já li tudo, menos um (alguns do ano anterior ao anterior ainda estão em espera, é verdade...) Alguns entraram para a lista de favoritos mas com as autoras portuguesas não tive muita sorte: achei o Que Importa a Fúria do Mar meh e de Os Olhos de Tirésias da Cristina Drios, a minha última leitura - tentei, mas não gostei nadinha. A vida de um leitor também é feita de altos e baixos e nunca se sabe quando será um ou outro. 

Planos para a Feira do Livro 2018!

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Contando que consiga ir e a minha carteira colabore:

 

- tirar algumas fotos decentes (nunca tiro por estar sempre demasiado entusiasmada e me esquecer da máquina. E porque para evitar uma sobrecarga de estímulos não me posso concentrar em demasiada coisa. Muita gente, barulho, muitos livros, é muita coisa a acontecer na minha pobre cabecinha aspie. Se desse tempo para ver tudo preferiria ir de noite)

 

não ficar nervosa demais com as necessárias interacções (só mesmo o amor aos livros ainda mais a bom preço me faz estar numa banca quase vazia com quatro pares de olhos em cima de mim. Também podiam facilitar...) 

 

não fugir de pessoas conhecidas (é muito improvável. Quer dizer a parte de não fugir, não a parte de encontrar conhecidos...Isso acontece muito, é um fenómeno que não dá para explicar)

 

comer (também é improvável, mas nunca se sabe. Sou tão chique que se parasse para comer seria um pãozinho preparado em casa)

 

- não pisar nenhum chihuahua (gente, eu amo os vossos animais sejam eles chihuahuas, pastores alemães ou cabrinhas, mas a sério...Há mais sítios onde comer na Feira do que bom senso)

 

- só comprar livros de autoras (espero que o anónimo que disse que eu era uma exagerada por tirar da lista livros que me parecem misóginos não esteja a ler isto. Um dia este blog vai mesmo provocar uma apoplexia a alguém. A FL é um boa oportunidade para trazer mais autoras para a minha estante e tenciono aproveitá-la por isso em princípio homens não irão constar da lista. É uma lista mental, não consigo guiar-me por uma lista física nem costumo fazer)

 

- Arranjar um cestinho ou um saco grande. Tenho um saco de pano grande de levar para a praia (quase nunca faço praia) e estou a pensar nele. Alguém vai acabar a carregar com isso, é certo

Feira do Livro 2017: o que trouxe e assim

A FL parece cada vez mais uma espécie de feira da ladra não é? Dá ideia que se pode vender de tudo lá, sem falar no barulho. E nada contra o aumento de sítios para comer, mas não estará a ficar um bocado demais? Só quero ver livros em paz. Ainda assim fiquei com vontade de provar os waffles. O que acabei por provar foi uma cerveja com limão que estavam a dar sei lá onde e que não é grande coisa. Num plot twist inesperado: a de frutos vermelhos é boa. Será que dá para se ficar bêbedo com isso? Eu curtia ficar bêbeda na FL: era a única maneira de aguentar aqueles preços e a escolha musical em certos stands. Mas não é preciso estar nesse estado para se sentir uma tremura no coração quando se olha lá de cima...Puxa, como é bonita esta cidade. Muito calor e muita gente deixou-me grumpy a cair para o sentimental. Vi uma menina bem pequenina que pulou do seu carrinho e disse que queria um livro - e queria escolher sozinha. Crianças nunca têm livros a mais.

 

 

E os adultos também não. Tinha a intenção de comprar só escritoras e até cheguei bem cedo para ver as coisas com olhos de ver...Era o que tinha de fazer, pois elas estavam lá. O processo de escolher foi simples, era só chegar a qualquer banca e: este não, este não, isto será um autor? ok esquece, tu definitivamente não...Reparem: a colecção de clássicos essenciais RTP - o ano passado comprei dois. Títulos muito apetecíveis. Já foram lançados nove. Mas quantas autoras até agora? Zero. Se não se dão ao trabalho de incluir nenhuma, então também não me apetece continuar a comprar a colecção. É um exemplo. Tenho mais autores do que autoras na pilha dos livros por ler e isso é algo a mudar. 

 

 

O Slaughterhouse 5 foi a única excepção porque já o li e queria uma versão em papel - que por acaso estava nova, a um preço muito bom, no meio de outros livros avulsos. Nunca li nenhuma das autoras que trouxe: mal posso esperar por experimentar! Nem consegui arrumá-los assim que cheguei, tive que colocá-los sob a cama e folhear cada um deles. Sou uma booklover, não me julguem. Sniffar livros, abraçá-los, e\ou ficar a apreciar capas e lombadas durante 15 minutos seguidos são comportamentos que deviam ser considerados normais naquele recinto. A Mulher-Casa também estava nos avulsos e os outros três foram em segunda mão. 

 

 

 (Compras na Leya)

A minha ida à FL 2016

Aconteceu na Segunda Feira, à noitinha. O objectivo era só dar uma vista de olhos descontraída, mas uma vez lá quem é que resiste? Acabei por despachar as compras todas. Cingi-me ao meu percurso já habitual: Leya, alfarrabistas e Relógio D'Água, mas acabou por dar para ver um pouco de tudo. Talvez ainda volte noutro dia só para passear e tal...Assim como assim já há stands que costumo passar à frente para não ficar triste com a quantidade de títulos apetitosos que não posso comprar. Estava pouca gente, mesmo durante a hora H (aproveito para dizer que não percebi como é que funciona a hora na Porta editora: só livros com autocolante laranja? Excuse me?). Foi bom porque não estava com muita paciência (aka: joelhos esfolados de fresco) para uma corrida de obstáculos. Claro que quanto mais gente mais hipóteses de ouvir coisas engraçadas. Felizmente estou cada vez melhor na técnica de permanecer impávida: aqui estou calmamente a ver livros enquanto por dentro me escangalho a rir. Também na versão: aqui estou calmamente a ver livros enquanto por dentro desejo que as pessoas atrás sejam obliteradas para o espaço sideral. Tipo os casais que decidem parar do nada para se beijar ou as pessoas que estavam a gozar com o nome da Chimamanda. O tempo também estava agradável: um bocadinho frio, nada de mais. Continua a ser bom ir à Feira. 

 

 

 Não podia perder a oportunidade de trazer novos livros dos meus homens

 

(O Fio da Navalha tem 2 de Fevereiro de 1971 escrito a caneta no interior...Puxa)

 

 

E ainda: outro bom autor, a rainha do crime (a 3 euros, uma pechincha) e a autora do nome engraçado

 

FL 2016: are you ready?

Já há pessoal a fazer planos para a Feira do Livro de Lisboa que começa dia 26 desde mês. Eu sou mais do tipo de ir e ver o que há...Como nunca sei o que vou encontrar também nunca sei o que vou trazer. Normalmente vou um dia. Seria mais fácil ir vários, mas para quê quando se pode passar ali uma tarde para cima e para baixo até ficar com bolhas nos pés? Depois volto para a hora H - aí já tenho o que comprar em mente, pois quando a hora começa uma pessoa já tem que estar na fila para pagar ou nunca mais de lá sai. Vai ser no sítio do costume - com aquela vista sobre a cidade mais bonita do mundo e diversas oportunidades para além dos livros: passeio, piqueniques...Mesmo quem não quer saber da feira passa ali um bom dia. Agora há muita variedade em termos de restauração...Se bem que a respeito de comida não posso opinar porque, como já contei, esqueço-me sempre dessa parte. 

 

Detalhes importantes: levar água, um chapéu e calçado confortável. Se chover cuidado que aquela calçada fica bem escorregadia. Para quem tem possibilidade usar transportes, pois os lugares para estacionar são escassos. Há três situações em particular que acho inquietantes: pessoas que deixam crianças pequenas correr sem supervisão e quem leva cães, especialmente de pequeno porte, para o meio da confusão...Se o objectivo for um passeio nos arredores tudo bem - mas para o meio da Leya a um Domingo! Ao menos coloquem-lhes uma trela e não os deixem chiricar toda a gente...Eu não me importo, aliás se vocês forem donos de um grandão peludo faço até questão, mas temos que aceitar que nem toda a gente pensa assim. Nem pensar em empurrar os outros, especialmente pessoas de um metro e cinquenta e oito que já por si tem dificuldade em chegar ao topo das bancas, ou seja, a minha pessoa. Já basta ter de subir para as plataformas para chegar às laterais...

 

O ano passado houve pessoal que se queixou de que comprar na Feira não era compensador: não é se vocês só comprarem as últimas novidades...O desconto é o mesmo que encontram na Fnac. Mas há muitas formas de poupar: hora H, livros a cinco euros em diversos sítios, livro do dia, alfarrabistas...Sou grande adepta destas últimas bancas, principalmente para comprar clássicos. Não há melhor: comprar um livro a 15 euros quando li encontro por 5? O ano passado nenhum dos que comprei custou mais de dez euros. É tudo uma questão de não comprar por impulso e escolher bem: querem mesmo esse livro? Não vão perder a vontade de o ler assim que chegarem a casa? Conhecem o autor? E depois da Feira: hora de mostrar as compras a toda a gente por meio de belas fotos!

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