...voltarão a este blog assim que for possível. Entretanto fiquem com esta linda foto - podia dizer que estava deitada em serena reflexão, mas o mais certo era estar a pensar na longa jornada para chegar à casa de banho do outro lado da sala. O que é que se há-de fazer? Novas experiências de vida...
Só me lembrei de que faziam ontem setenta e cinco anos da libertação de Auschwitz quando ao final da tarde abri o pc e li um post sobre o assunto. Estive ocupada a avançar na minha actual leitura - How to Lose a Country: The Seven Steps from Democracy to Dictatorship - e a tirar apontamentos (vou agora para o passo 5) para um caderno às flores que incongruentemente diz na capa que o amor nunca morre. Fiquei um bocado deprê. Depois pensei que realmente um dos grandes problemas de hoje é os ignorantes acharem que têm direito a estar em pé de igualdade com os informados...Qualquer facto do senso comum tem de ser apresentado como uma opinião pessoal nossa aberta a contraditório, para não ofender estes ignorantes que "pensam diferente" e que exigem respeito porque a democracia é respeitar todas as ideias. Logo, eu não deveria ter começado o texto desta maneira como se aquilo fosse um facto. Peço desculpa, não me torturem quando chegarem ao poder.
Obviamente que não estou contente com a chegada de calor. Há que aproveitar as coisas boas da vida enquanto é possível, por exemplo, no Sábado passado acordei mais cedo do que era necessário - não liguei o pc. Fui à cozinha comer e depois voltei para debaixo dos cobertores como uma lontra. E lá fiquei feliz e peluda a ler. Também são as vantagens de ser solteira, vantagens que este mundo tenta provar que não existem e que devia ter vergonha de estar a contar que estava deitada sozinha com um monte de almofadas, a ler coisas subversivas, sem ter que me preocupar em atender às necessidades de ninguém nem em arrancar qualquer pelinho. A bem dizer um tipo que ficasse maçado com isso (ou hum, com pingas de sangue na casa-de-banho) podia sair pela mesma porta por onde entrou. Que pressão viver assim. Ainda bem que o São Valentim já passou - dia mais piroso, hipócrita e patriarcal. Não quer dizer que não possam fazer algo com real significado neste dia...
Feminista * plus size * comenta uma variedade de assuntos e acha que tem gracinha * interesse particular em livros, História, doces e recentemente em filmes * talento: saber muitas músicas da Taylor Swift de cor * alergia ao pó e a fascistas * Blogger há mais de uma década * às vezes usa vernáculo * toda a gente é bem-vinda, menos se vierem aqui promover ódio e insultar, esses comentários serão eliminados * obrigada pela visita!
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