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Desabafos Agridoces

"Enfim, bonito e estranho, desconfio que bonito porque estranho"

Desabafos Agridoces

"Enfim, bonito e estranho, desconfio que bonito porque estranho"

Mas afinal leste autores?

Vocês devem estar em pulgas para saber a resposta. Sim, alguns. Foram leituras proveitosas? Nem por isso. Não tenho o costume de tomar nota da data em que comecei e terminei um livro, mas através do computador fiquei a saber que o último autor que li foi em Abril. Porque é que decidi ler autores nos primeiros meses do ano é algo que me ultrapassa, ainda assim melhor que 2017 que comecou com três seguidos. Foi quando achei que a minha ideia de ler mais escritoras iria pelo cano.

 

Demoro um pouco, mas lá me consigo focar. Gostei bastante do A Doll's House e do The Underground Railroad, o resto...Meh. O Never Let Me Go achei aborrecido e desinteressante (porque levei a leitura até ao fim, com franqueza...) e não achei o Call me by Your Name extraordinário. Para este ano a lista de escritores não é realmente muito extensa. Há dois livros do James Baldwin que tenho interesse em ler e um livro de não-ficção sobre aviadoras escrito por um autor.

 

O meu objectivo agora é ter todos os anos alguém a questionar a minha ideia de ler mais autoras. Este ano tivemos: mas os livros são bons por serem escritos por homens/mulheres ou por terem realmente qualidade? Não me parece que eu possa ser criticada por escolher ler mulheres quando, por exemplo, essas listas (100 livros para ler antes de morrer, 200 melhores novelas do século XX, melhores livros de sempre pelo jornal y...) são constituídas por um número muito superior de homens. Quem critica que se leiam autoras deve saber explicar porque é que isto acontece, usando argumentos racionais.

 

Talvez aquela pergunta devesse ser feita nas caixas de comentários dessas listas. Há pessoal que gosta de dizer que não vê raça nem género. Eu como nunca vi ninguém a fazer suposições sobre o género de um condutor que está a tentar estacionar, nem a defender as divisões entre artigos de menina e de menino, nem a dizer que há cursos mais apropriados para raparigas, acho que deve ser verdade que o género é irrelevante neste mundo. Só que não.  

 

Oficialmente deixei de dar a mínima para aquilo que devia ler, para essas listas e se vou conseguir ler tudo o que lá está. Ontem fui ao Goodreads saber qual era o assunto do livro The Silence of the Girls da Pat Barker e está lá alguém a perguntar se é apropriado para raparigas adolescentes. Não faço ideia, mas uma das respostas é: Every teenage girl should read this instead of the Iliad. Como ficar convencida a dar uma oportunidade a um título só com uma frase...Isto fez-me lembrar de um que tenho por ler: A Girl's Guide to Joining the Resistance: A Feminist Handbook on Fighting for Good. 

 

Apoio coisas que incentivem as raparigas a rebelarem-se contra os cânones estabelecidos. Alguém (não eu porque não tenho competências para tal e porque ainda estaria a receber os louros do meu livro de crónicas As Mulheres Também Fodem) devia criar uma espécie de guia fácil e ilustrado com sugestões de títulos para jovens mulheres, de modo a que elas mais facilmente tivessem acesso a livros que não dizem implícita ou explicitamente que as mulheres são lixo. É tão importante termos quem dedique atenção às vozes marginais da História seja escrevendo livros, realizando filmes...

 

E também pessoas que direccionem essa informação para as jovens. Crescer-se rodeado de exemplos, consciente dos seu próprio valor como ser humano e sentir-se representado são coisas que o mundo proporciona em grande quantidade aos rapazes, mas não às raparigas. Por razões óbvias...Outra coisa que me lembrei: preciso de ler Becoming da Michelle.

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