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Desabafos Agridoces

"Enfim, bonito e estranho, desconfio que bonito porque estranho"

Desabafos Agridoces

"Enfim, bonito e estranho, desconfio que bonito porque estranho"

Coisas Terminadas

Não este blog. Calma. Alguns livros. Jane Eyre - puxa, como eu amo este livro com a sua mistura de romantismo, estranhas coincidências, escrita maravilhosa, feminismo, orgulho britânico exagerado e raparigas espertinhas. Lembrava-me do geral da história mas agora muitas coisas saltaram-me à vista de uma forma nova. É de facto mais hilário do que eu pensava (aqueles diálogos entre os dois...), tem mais tensão sexual e é sem dúvida feminista em várias partes. Charlotte percebeu em 1847 o que algumas pessoas não conseguem em 2018. Que uma mulher não tem como ser feliz uma relação que não é igual. E não só. Jane é como um cavaleiro pequenino enfrentando desafios para ganhar não um prémio físico, mas para se tornar um ser humano mais completo e independente. No fundo o que os humanos sempre desejaram: encontrarem a felicidade consigo mesmos, na relação com outros e neste caso também com Deus - tinha passado este tópico meio por alto da primeira vez.

 

Enquanto isso também foram terminados: uns contos de terror clássicos muito levemente picantes, incluindo um que era sobre mulheres que levam a cabo um ritual sexual com uma pedra. Aquilo era um bocado vago por isso é possível que não fosse nada disso, mas esta minha versão é mais gira. Devia escrever. O Let's Pretend This Never Happened da Jenny Lawson que é anterior ao Furiously Happy lido algures este ano. É lunático. Estava curiosa para saber alguns detalhes como a história por trás do rato morto empalhado vestido de Hamlet (que aparece na capa) e de como ela e o marido se conheceram - não fiquei desapontada. Vou incluir um lince na lista dos itens que preciso para seleccionar um marido. Esta lista inclui, porque também me preocupo com o assunto, uma cópia do documentário como sobreviver ao holocausto zombie e o Dom Quixote.

 

Parece aleatório mas se vou dar a minha vagina a alguém por um longo período de tempo tenho de ter critérios. Devia ter dito coração? E o Prime of Miss Jean Brodie, o meu terceiro livro da Muriel. Não sei como é que isto aconteceu. Mas faço referência a ele para mostrar que as obras-primas podem ter vários tamanhos. Estou entusiasmada com as próximas leituras: falam de cadáveres e de vaginas. Não vaginas de cadáveres. E da Cleópatra, se arranjar tempo. Não sobre a vagina do cadáver da Cleópatra. São temáticas diferentes. Se não perceberam vocês têm um problema. Oportunamente darei detalhes. 

O Frango da Tristeza

Por incrível que pareça a minha primeira ideia era abrir um blog sobre livros porque não tinha quase ninguém com quem falar sobre eles e pensei puxa estas pessoas da internet vão amar as minhas opiniões! Ainda bem que não o fiz: não sou organizada o suficiente, em especial agora que leio várias coisas ao mesmo tempo e em que há dias em que acabo dois livros de seguida (por ter andado a ler os dois e estarem ambos quase no fim) e porque nem sempre tenho paciência para escrever sobre isso. Pelo menos sem acabar enredada num texto com vários parágrafos que terei de andar a rever e com o qual é provável que não fique satisfeita.

 

Ter um blog é duro. E ainda é pior quando não se tem uma vida animada que deve obrigatoriamente incluir: viagens (uma ida ao Colombo não conta a menos que encontrem lá a Meghan Markle. Ela está em todo o lado, é só uma questão de estarem atentos), refeições em sítios na moda (aquele frango óptimo que fazem numa churrascaria perto da vossa casa não conta. Escusam de andar a por espuma de sabão em cima do peito do frango a fingir que é espuma de flor de sabugueiro azul da Tailândia colhida por virgens à meia-noite), últimos lançamentos de qualquer coisa ou as gracinhas do vosso rebento (cobras também servem desde que tenham um chapéuzinho. Amo fotos de cobras e pintinhos com chapéus!) Às vezes não sei sobre o que hei-de escrever...Não que os meus dias sejam todos aborrecidos. Por exemplo, há dias encontrei um gato num muro e fiz-lhe festas e isso foi sem dúvida um ponto alto. Todos queremos ser super espectaculares e ser amados.

 

E torna-se difícil admitir que comemos frango frio com as mãos em pijama em frente à TV enquanto aquele tipo tão promissor está a comer outra coisa (ele nem sabia o vosso nome, esta é a verdade). É melhor arranjarmos um subterfúgio. Ou simplesmente admitir que essa é a descrição de uma Sexta-Feira normal. Andamos desesperados por amor...Mas todos nós podemos contribuir para atenuar o problema dizendo o quanto gostamos uns dos outros! Eu amo toda a gente. Bem, não toda. Algumas como o velho que me chamou gorda na rua, os condutores que me ignoram na passadeira e passam a alta velocidade ou o tipo que decidiu ouvir Rádio Amália muito alto em frente à minha janela: Ou a besta que atropelou a porra do gato acima mencionado (sério). Estas não merecem.

A estante sem mimimis

Como qualquer book lover sinto um especial encanto quando vejo aquelas belas edições, de capa dura, com ilustrações, vendidas em caixas com a colecção toda...Acho que metade do tempo de vida de um book lover é passado a babar-se para estas edições na internet. Mas admiro as pessoas que de facto as compram regularmente - devem ser ricas ou não devem ser portuguesas, na medida em que não consigo tirar do pensamento aquela ideia de que os livros são mais baratos em todo o lado até no Butão, só aqui é que não. A minha pobre estante é desprovida desses luxos. Se eu tiver digamos cinco ou seis títulos de um autor é muito provável que sejam todos diferentes em edição e tamanho - porque vou comprando conforme aparece. E que estejam espalhados pelas prateleiras: tentei juntá-los por temas mas não deu muito certo. Dá demasiado trabalho por isso ficam onde houver espaço livre e siga.

 

Não tenho esses mimimis de andar a rejeitar livros por serem velhos. A falta de capa, páginas soltas ou castanhas não impedem leitura (na verdade eu acho que os livros velhos cheiram melhor que os novos e alguns vêm com marcas passadas, é como nós). E mais aqueles que tenho que vieram do lixo. Acontecer terem um erro ou outro de tradução: todos gostamos de boas e cuidadas traduções é claro, mas andar-se a comprar certos livros (como clássicos) ao preço que estão é duro. Temos de nos contentar com edições mais low-cost. Às vezes sou calculista: ao ver fotos das compras do pessoal na Feira do Livro penso - a sério mana podias ter comprado isso a metade do preço bastando perguntar nas bancas de usados se o tinham. Mas não digo nada é evidente. Não é assim que se fazem amigos na net! Gestos que faço muito na FL: virar para ver a etiqueta, calcular um possível desconto (mentira: tenho sempre de perguntar a quem está comigo. Não faço cálculos) e rosnar para dentro quando não gosto da resposta. Estarem em brasileiro: é português. Marcha (o meu vocabulário é agora o feliz possuidor da palavra cafungar. Nunca tinha ouvido e passei a amar).  E em inglês também desde que não tenham o tamanho do Gravity's Rainbow ou sejam o próprio (ah mas um dia...)

 

Posso dizer que amo os meus livros: os de capa dura, os de mole, velhos, novos...Acho todos lindos e a minha estante acaba por ser uma miscelânea linda por extensão. Também não percebo esse mimimi que ainda persiste sobre comprar livros em supermercados. O pessoal que acha uma falta de gosto deve ser o mesmo que nunca leva guloseimas de casa quando vai ao cinema. Dito isto se alguém me quiser oferecer algo da minha wishlist agradeço. Quando me perguntam que livro quero de aprenda penso logo naqueles que são mais caros porque se é para oferecer que seja em termos, certo? Não confundir com oferecer livros dentro de termos. Isso é só estranho.

Tag: livros e pecados mortais

A autora do Sweet Stuff desafiou-me para responder a esta tag que relaciona livros e pecados mortais. Acho que já tinha respondido a uma coisa parecida com esta em tempos...Eis o que me acontece: pensar e estruturar mentalmente um texto e nunca chegar a escreve-lo, então às tantas já não sei se já falei aqui de determinado assunto. Eu devia abandonar este blog antes que ele me destrua

 

1. Gula: um livro que adoraste

 

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[Vamos acreditar que um leitor consegue seleccionar facilmente um único título da categoria livros que gostou muito. Este é o meu último a entrar na categoria: fala de árvores, de mulheres na ciência e de amizades duradouras. É maravilhoso. Já tinha dito isto no post anterior ah!  Mas merece a repetição]

 

 2. Avareza - um livro que não emprestas a ninguém

 

Dom Quixote. Aquilo tem mais de 900 páginas, arranjem o vosso próprio tijolo. É mentira: empresto e se na devolução me disserem que leram tudo e gostaram eu caso com vocês. É assim que selecciono os meus candidatos a marido. Infelizmente as pessoas tem muito mau gosto literário por estes dias.

 

3. Preguiça - um livro na tua estante à espera de ser lido

 

 Por exemplo, alguém já leu a Divina Comédia inteira ou toda a gente se fica pelo Inferno?

 

4. Luxúria - um set-box

 

Não tenho esses mimimis...Eu compro livros sem capa a 1 euro

 

5. Ira - um livro que te desapontou

 

Rebecca, Otelo, Lady chatterley, a maior parte dos YA, A leste do Paraíso, a Flor Oculta. Sou uma leitora fácil, gosto de muitas coisas. É verdade

 

6. Inveja - um livro em cujo mundo gostavas de viver

 

Eu: um livro passado em 1914!

Voz: que escolha horrível...Quem quereria viver nessa altura?

Eu: pois não havia Youtube, mas havia homens em uniforme e...

Voz: é melhor interrompermos já essa linha de raciocínio

Eu: Nárnia?

Voz: escolhes sempre esse e nem leste todos

Eu: 1984?

Voz: já lá estamos

Eu: Fahrenheit?

Voz: eles queimavam livros!!!

Eu: um mundo onde não existas?

Voz: parva

 

7. O livro mais bonito da tua estante

 

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O meu velhinho (56) da Ulisseia, com as páginas todas castanhas e a cheirar a mofo. Comprei-o à uns 4 anos. Os livros desta editora tinham capas excelentes, ainda se vão encontrando por aí. Mas todos os meus livros são bonitos

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