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Desabafos Agridoces

"Enfim, bonito e estranho, desconfio que bonito porque estranho"

Desabafos Agridoces

"Enfim, bonito e estranho, desconfio que bonito porque estranho"

Um minuto de silêncio

Por todos os posts que foram planeados mas que nunca chegaram a ver a luz do dia. Porque o tema deixou de ser pertinente, porque me apeteceu falar de outra coisa, por preguiça, porque cheguei à conclusão que era ridículo - normalmente coisas que me lembro à noite. Descanse em paz o post que tinha planeado sobre os Jogos Olímpicos, até notar que estava toda a gente a falar disso; um sobre os burkinis: estruturei o texto umas três vezes, mas quando me sentei para o escrever e comecei a pensar em toda a misoginia do mundo e como temos tão poucas hipóteses de ganhar qualquer que seja a nossa vestimenta, fiquei sem forças. Descansem em paz também os vários posts sobre coisas que ando a ler: é chato estar sempre a falar do mesmo. Há dias em que não sai nada de jeito, nem duas frases se consegue conjugar como deve ser, e em há dias em que simplesmente não há nada para dizer. Por exemplo, quando o ponto alto deste fim de semana foi uma sessão de leitura entre os lençóis e uma sandes que fiz com o resto de um caril. É passível de discussão que aos 25 anos eu continue a preferir comer num tabuleiro do que usar faca e garfo como as pessoas adultas e normais. 

Talvez seja amor...

Apesar dos vários livros que estão por ler, decidi pegar de novo no Memorial do Convento. É verdade. A cada nova leitura apercebo-me de coisas novas. Por exemplo, que somos um país pioneiro em muitas coisas que agora são moda. Devíamos receber o crédito por isso. Entre elas está o uso das burcas: "Pelas ruas de Lisboa, cheias de mulheres que vestem por igual, com os seus biocos, a saia de cima pela cabeça, uma nesga apenas a abrir para o sinal de olhos", no positivismo, na arte de ver alegria em tudo: "outra assada viva (...) diante das fogueiras armou-se um baile", bondage e sadomasoquismo: "vai sair a procissão de penitência (...) pareceu que faltou vigor ao braço do penitente ou que a vergastada foi em jeito de não abrir lanho na pele e rasgões que cá de cima se vejam, então levanta-se do coro feminil grande assuada". O meu objectivo é não ficar com os olhos húmidos como aconteceu da última vez. Os últimos capítulos são aquele sofrimento, mas ainda vou no início na parte em que a Blimunda explica porque tem de comer o pão. Ah, tantas razões para amar este livro...Vou lendo com calma, marcando as passagens, lendo outras coisas pelo meio. Há livros que quero reler: da última vez que contei eram tantos que dava para não ler nada novo durante um ano. Não é tanto por não me lembrar das histórias, mas pelo prazer que é voltar a eles. 

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