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Desabafos Agridoces

"Enfim, bonito e estranho, desconfio que bonito porque estranho"

Desabafos Agridoces

"Enfim, bonito e estranho, desconfio que bonito porque estranho"

Ainda sobre o drama...

Então é assim: o meu pc morreu mesmo. Cinco anos e achou que estava na hora de partir deste mundo. Vou ter saudades não posso negar mas a vida tem de continuar e agora tenho de me habituar a um novo...Vem cheio de tralha que não sei para que serve e demorei uns minutos angustiantes a encontrar o desktop mas não há de ser nada. E estou novamente operacional o que é o melhor depois de quinze dias a viver tipo eremita. Pelo telemóvel dava para aceder a alguns blogs mas decidi que o meu retiro seria a valer e portanto não sei nadinha do que se anda a passar por aqui - parece-me que está tudo na mesma o que é reconfortante. O único site a que acedi foi o Youtube: acho que nunca tinha visto tantos vídeos seguidos. Na verdade acho que uma pessoa precisaria de duas vidas para ver todos os vídeos de gatinhos que existem. Outras coisas que vi: pessoas a jogarem cenas, outra coisa viciante, e trailers diversos: não sei o que achei mais prometedor se o Jared Leto como Joker ou a Marvel fazer um filme com palavrões em barda. Aguardemos. E as leituras claro: nada como ficar sem net para redescobrir o amor pela palavra impressa. Porque é fácil uma pessoa esquecer-se. Eles não precisam de ser carregados, não avariam e estão sempre disponíveis na mesa de cabeceira. Que o progresso não acabe com eles. Houve algumas surpresas agradáveis...Talvez faça um post sobre estas últimas leituras. Se nada acontecer entretanto. 

Dramas...

O meu PC foi-se…Quer dizer ainda não se foi totalmente mas é quase impossível fazer alguma coisa de jeito nele neste momento. Um ecrã azul da morte…A sério. Vai ter de ir ao médico e eu fico sem acesso a este estaminé, aliás já passei esta semana impossibilitada basicamente de tudo. Não é bom tirar os olhos do ecrã e ver as maravilhas lá fora? Não, não é. Espero que isto se resolva rapidamente e que não precise de um novo…Enfim.

Livros Amor Maldade

 

Aquele momento em que estou às gargalhadas por causa de um livro e me lembro que aquilo era suposto ser um drama e portanto não era suposto rir...E que drama! Eis algumas coisas que acontecem: uma violação, um incêndio, um triângulo amoroso, um suicídio, uma personagem desaparece, outra vai presa, outra tem uma deficiência...Uma verdadeira novela mexicana. Alguém diz não me deixes eu am...e antes de acabar a frase já me estou a rir.  Aliás é por isso que não vou ao cinema ver dramas românticos: não quero chatear ninguém com a minha aparente falta de sensibilidade para com as cenas do ecrã. Também sei que algumas pessoas ficam chateadas quando se diz que os romances românticos não prestam, mas não me lixem: algumas coisas são mesmo ridículas...Como aquela notícia: indivíduo compra noventa iphones para pedir a namorada em casamento. Ainda nem tinha chegado à parte em que ela diz que não e já me estava a rir por dentro - estes pedidos de noivado públicos são um fartote. Então, não acho que seja esta a sensação que a autora pretendia provocar. Mas não estou a odiar nem nada...Há qualquer coisa de reconfortante no desenrolar dos episódios que me faz ficar com pena de acabar. Não sou totalmente desprovida de sentimentos, mas essas estórias tipo telegrama que agora se vê: Jen e Micheal vêem-se stop beijam-se debaixo de uma árvore stop cai uma pinha na cabeça de Jen stop em coma stop. A sério...

 

Há dias estive a reler a Daisy Miller. Demorei algum tempo a perceber que o Winterbourne estava errado quando pensa que a Daisy não quer saber dele - ela só não fala directamente. Quando estava a ler a Anna Karenina também achei difícil perceber algumas acções das personagens. Amo estes dois livros em parte por causa disso. Claro que a paciência em geral é cada vez menos: é preciso rotular as coisas e os outros o mais depressa possível e quem é quer ler uma página sobre os olhos ou lábios de uma personagem? Acho que muita gente fechando os olhos não conseguiria recordar todos os traços da pessoa com que vive talvez há cinco, oito anos...E não parece que hoje se escrevem livros longuíssimos e séries infinitas? Não desgosto, mas também aprecio a contenção – é mais difícil. Uma das minhas declarações de amor preferidas tem uma linha. Parece que a maior parte das estórias de amor que se escrevem são esquecíveis o que é pena....Se não toca qual é o valor? Só para marcar nas estatísticas? E já agora qual é o problema de criar uma personagem que não namora com ninguém, não quer nem tem interesse em fazer sexo a toda a hora? que apenas exista por si? A julgar pelos livros que se publicam as pessoas devem andar carentes, ou então estamos cada vez mais cheios de neuroses. O futuro é cada vez menos amor e cada vez mais Prozac: sorria caro leitor! E não se esqueça de publicar a foto a seguir.

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Quem Escreve Aqui

Feminista * plus size * comenta uma variedade de assuntos e acha que tem gracinha * interesse particular em livros, História, doces e recentemente em filmes * talento: saber muitas músicas da Taylor Swift de cor * alergia ao pó e a fascistas * Blogger há mais de uma década * às vezes usa vernáculo * toda a gente é bem-vinda, menos se vierem aqui promover ódio e insultar, esses comentários serão eliminados * obrigada pela visita!

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