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Desabafos Agridoces

"Enfim, bonito e estranho, desconfio que bonito porque estranho"

Desabafos Agridoces

"Enfim, bonito e estranho, desconfio que bonito porque estranho"

Post primaveril...

 ...enquanto não regressa a vontade de escrever

 

 

 Momento familiar

 

 

"Vai ver outra vez as rosas. Compreenderás que a tua é única no mundo"

 

 

Estás a aborrecer-me, humana...Quando os gatos dominarem o mundo não vou poupar a tua vida

 

 

 Onde esta o wally?

Leituras do momento

 

Uma coisa que me acontece muitas vezes é começar um livro, chegar a meio, perder o interesse e começar outro. O resultado é que as leituras vão-se acumulando...Mas é um sistema com que me dou bem até. Estes são os livros que tenho neste momento na mesa de cabeceira. No sentido metafórico, que a mesa é pequena e está sempre cheia de outras tralhas. O Otelo está em stand by desde o mês passado, não por causa da prosa que é excelente mas por causa do tema...Bah! Pantaleão e as Visitadoras comecei algures este mês e estou a gostar não só por causa da escrita do autor a que é sempre um prazer regressar mas porque a história é absolutamente hilariante: a organização de um serviço de prostitutas para as unidades do exército peruano estacionadas na Amazónia, com o objectivo de conter a onda de violações que assola as vilas próximas. Pantaleão é a personagem principal a quem missão é entregue..Um tipo que não obstante a sua adorável falta de conhecimento do assunto, consegue transformar as visitadores no serviço mais organizado do exército com hino próprio e tudo. Hilário e épico.

 

A queda dum Anjo também é bastante divertido: é sobre um nobre transmontano que vai para Lisboa ser deputado e por lá se perde...Faz lembrar o estilo do Eça, mas um pouco mais denso por isso ainda não passei dos primeiros capítulos. O Mundo Invisível é romance meio histórico, meio de mistério passado simultaneamente no presente e em 1911. Óptimas personagens, escrita competente e pormenores do enredo que são deixados mesmo para o final só para o leitor ficar com aquele nervoso miudinho. Conto acaba-lo em breve. A seguir a estes devo pegar no Kafka á beira Mar, que foi prenda de aniversário juntamente com o da Katherine Webb. Hurray! Queria começa-lo logo no próprio dia mas depois achei que já era demasiada confusão...

23 anos ou aquilo que ainda não sei

 

Acabei de olhar para o calendário que me confirmou com grande frieza que já tenho mesmo 23 anos. Gente...Estou a ficar a velha! E continuo a parecer que tenho para aí uns quinze. Não meto qualquer respeito. Pelo menos até começar a dar ordens...Não se deve subestimar as pessoas baixinhas. O pior é que cada vez sei menos. Disseram-me que á medida que crescesse iria ficando mais sábia, mas isso era obviamente uma mentira. Eu tinha muito mais certezas há uns anos atrás, nessa altura sabia tudo. Agora não sei nada...Antes sabia o que queria fazer quando crescesse, agora não sei. Antes acreditava em certas coisas, agora estou bem mais céptica.

 

Contínuo a não saber andar de saltos altos ou a por rímel nem a ser um pouco menos desastrada. Nunca vou saber comportar-me como uma mulher normal...Pelo menos comigo nenhum gajo teria de gramar com a Anatomia de Grey ou com O Sorriso das Estrelas. Não sei o que faz alguém gostar da pessoa x e não da y. Acho que sou demasiado racional para compreender as relações que os humanos estabelecem entre si. Quando andava no básico a minha turma era só víboras e cada vez que elas estavam a aprontar contra a mim ou contra a minha amiga vinham para cima de nós cheias de sorrisos e querida para cá e fofa para lá...Fugíamos logo. Mas quando elas estavam amuadas ou nos ignoravam era sinal que estávamos a salvo por aquele dia. Como compreender isto? Eu sou há pouco tempos é que descobri porque é que alguns amaciadores têm a abertura para baixo e não para cima como os champôs...Este mundo é tão complicado.

 

Porque não são as pessoas educadas umas para as outras? porque não consigo abrir o pacote do leite sem entornar metade do conteúdo? E porque escolho sempre a via mais difícil para tudo? E quanto mais leio e vejo também menos sei. Isso preenche-me e esvazia-me ao mesmo tempo...É costume as pessoas ficarem contentes nos aniversários, mas eu não estou muito realmente. Penso no que ainda não sei, no que não sei sequer que ainda não sei, em todos os caminhos que não sei desbloquear....Antes não tinha medo, agora tenho muito. Nunca sentiram como se alguém invisível vos estivesse a estrangular? Até o Google tirou o dia para me chatear, colocando um doodle com bolinhos na página principal. Seria mais correcto um com laranjas sanguíneas ácidas. Fora isto espero que alguém me oferecera livros. Isso era porreiro...

Book Lover Problems - XII

Aquele momento em ando a navegar por blogs literários internacionais e fico com inveja daqueles livros com capas lindas e daquelas edições de capa dura. Inveja duplicada pela facto de os livros aqui serem caros como tudo e triplicada pelo facto de as editoras demorarem um milhão de anos a publicarem livros que eu quero ler. E porque aqui publicam em três uma saga que podia ser publicado em um? Sei que também há editoras de qualidade cá, mas gente...

10 Books That Have Stayed With Me

Encontrei esta tag no Bookporn e fiquei com vontade de ir á estante pegar em alguns livros...Eu gosto de tirar livros ao calhas das prateleiras, folhear e procurar passagens que tenha sublinhado. É algo que sempre me acalma. Decidi escolher alguns que marcaram mais, especialmente quando era mais novita. Tenho alguns destes livros de quando era miúda remetidos para o fundo da estante por falta de espaço e ás vezes esquece-mos deles...Tadinhos. Quem quiser esteja á vontade para fazer, como sempre. Assim,sem nenhuma ordem em particular: 

 

 

1º. O PrincipezinhoSaint-Exupéry 

 

2º. Sonetos, Florbela Espanca 

 

3º. A Lua de Joana, Maria Gonzalez 

 

4º. Memorial do Convento, José Saramago 

 

5º. Diário, Anne Frank 

 

6º. Música para Camaleões, Trumam Capote

 

7º. A Rapariga das LaranjasJostein Gaarder 

 

8º. A Rapariga que Roubava LivrosMarkus Zusak

 

9.º Chocolate, Joanne Harris

 

10º. Uma Burqa por Amor Reyes Monforte

 

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Leitoras e outras divagações

Andava a navegar pela blogosfera literária quando encontrei um post em que a autora dizia que embora pareça que as mulheres lêem mais que os homens, parece também que continuam a haver mais escritores masculinos que femininos...Em relação a esta última parte creio que as coisas já estão mudar, especialmente olhando para os escaparates das livrarias. De resto não é dificil adivinhar por que é que ao longo das História sempre houve mais escritores do que escritoras. 

 

Mas em relação á primeira parte da questão, enquanto comentava lembrei-me de um fenómeno que costumava observar quando andava de comboio e sobre o qual nunca tinha pensado. Eu costumava ver até bastante gente a ler, mais do que tinha pensando...Principalmente mulheres. Realmente mais de metade das pessoas que encontrava com um livro na mão eram mulheres, sobretudo jovens. E com todo o tipo de livros, não só aqueles light...Havia de tudo desde Jodi Picoult até Murakami. Mas há medida que a faixa etária ia avançando a presença de livros ia diminuindo. Ver senhoras de sessenta anos a ler, por exemplo, não era algo comum tanto quanto me lembro. Com os homens era o contrário: aqueles que via a ler tinham á volta de uns trinta, quarenta anos ou até mais. Jovens era muito raro. Uma pena, pois gostar de ler é uma característica sexy. Eu acho!

 

Talvez outros utilizadores dos transportes tenham uma percepção diferente, mas foi o que me pareceu. Fiquei a pensar se isto não estará também ligado a outros fenómenos, por exemplo, a presença feminina no ensino superior. O meu curso está cheio de moças...Uma área onde tradicionalmente não entravam senhoras. Toda a faculdade está, inclusive os mestrados. Eu Tinha até um professor que costumava dizer na brincadeira aos alunos que se não prestassem atenção nós, mulheres, tomávamos conta disto tudo. E eu ficava a pensar que já não era sem tempo, embora algumas coisas tipo gritinhos histéricos na porta de entrada fossem dispensáveis. Como é obvio não sou socióloga, mas parece que o nível de instrução entre o género feminino está a sofrer um grande aumento. De resto, até nem nos podemos queixar muito...É comummente aceite que aqui no ocidente gozamos de uma liberdade sem comparação. 

 

  (Foto de Steve McCurry, tirada daqui)

 

Mas isso não significa que não haja coisas aqui a precisar de mudar. Infelizmente, há coisas que têm raízes de tal modo difíceis de arrancar que nem as ervas daninha...É impressão minha ou uma mulher para ter uma carreira de sucesso em qualquer lado tem sempre de abdicar de algo? Será por isto que no topo das empresas os lugares são quase sempre ocupados por homens? Porque será que a esmagadora maioria dos chefs de cozinha são homens?

 

Por acaso nunca tinha pensado nisto, mas há uns tempos deu um programa parecido com o Masterchef na SIC Mulher mas com profissionais e as poucas mulheres que apareceram foram logo eliminadas. Achei estranho...Até que ás tantas um dos concorrente disse, a propósito de uma pergunta qualquer que lhe fizeram, que passava todo o dia no seu restaurante e ás vezes a noite...Ah! Pareceu-me ver aqui pelo menos uma vertente da questão. Singrar em qualquer área exige dedicação...Escreve exige dedicação. Mas fica complicado quando se tem de se desempenhar tantos papeis diferentes e todos na perfeição, senão as críticas não se fazem esperar...Também há uns tempos encontrei uma outra coisa que me deixou a pensar: uma  fotografia de uma deputada Italiana no parlamento Europeu em plena sessão com a filha ao colo.

 

 

De facto, não é só uma mulher ter de ser tantas coisas diferentes, como o mercado parece ser muito pouco flexível em relação a estes aspectos: é mais facilmente aceite que se leve o cão para o trabalho do que um filho, aliás do site de onde tirei esta foto havia comentários de pessoas que achavam a cena desrespeitosa, afinal se ela queria crianças que abdicasse do trabalho. Não haver alguém a dizer para ela ir coser meias é uma sorte. É o tal  tipo de coisa que é difícil de arrancar e se ao menos fossem só os velhos a dizerem isto...O mundo em geral continua a ser tramado para quem nasce com um pipi. 

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