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Desabafos Agridoces

"Enfim, bonito e estranho, desconfio que bonito porque estranho"

Desabafos Agridoces

"Enfim, bonito e estranho, desconfio que bonito porque estranho"

Dicas para poupar nos livros

 

Com a crise é preciso cortar em tudo e quem gosta de ler está tramado. Eu não consigo mesmo deixar de ler, por isso só tenho duas opções: ou mantenho os mesmos hábitos de sempre, o que neste momento já não é possível, ou procuro outras estratégias. Nesse sentido decidi fazer um post com as estratégias que uso para poupar nos livros....algumas são um bocado básicas, mas pronto...nunca é demais lembrar.

 

1. Livros em segunda mão - Como se sabe os livros novos nas livrarias custam uma pequena fortuna então comecei a comprar os chamados em segunda mão. Em Lisboa existem dezenas de alfarrabistas com todo o tipo de livros, mas para quem não está para se deslocar existem bastante sites, por exemplo: Bibliofeira, Miau, Leilões.net; Alfarrabices; Dèjà-lu (onde o dinheiro remete todo para associações)...De acrescentar os blogs abertos por particulares que por necessidade (de espaço ou dinheiro) querem vender os seus livros. Em termos de conservação há para todos os gostos: desde livros novos até muito velhos...é uma questão de se procurar (quando se compra pela net não esquecer o preço dos portes).

 

2. Estar atento - De vez em quando aparecem na caixa de correio folhetos de supermercados com livros em promoção, mas volta e meia eles poêm à venda livros com bastante desconto, por exemplo, o Continente tem "o livro da semana" (um livro com 40% de desconto). Por estar a tento às vezes conseguem-se boas pechinchas.

 

3. Feira do Livro - é um evento com boas oportunidades, mas é preciso ter consciência. Os livros novos têm muito pouco desconto (20%). Aconselho a aproveitar "o livro do dia" e a "hora H" e a aproveitar os alfarrabistas que têm óptimos livros, por vezes, a 1 euro. Eu levo sempre dinheiro contado (nada de cartões de crédito) e  evito certas bancas onde já sei que é dificil resistir.

 

4. Ser ponderado - Comprar por impulsividade ou só porque o livro tem uma capa gira é, geralmente, uma péssima ideia. Antes de adquirir eu leio sempre a sinopse\ resumo do livro e vejo opiniões em blogs e na Amazon. Como tenho gostos definidos, às vezes, basta ler a sinopse para descartar o livro. Quando melhor informado mais se poupa.

 

5. Reler - Pode parecer uma coisa muito básica, mas quando não se tem mesmo possibilidade de comprar é uma opção. Todos temos livros que estão esquecidos na prateleira e de cuja a história já nem nos lembra-mos...

 

6. Bibliotecas - Eu costumo requisitar na biblioteca da faculdade e a única parte chata é que só tenho dois dias para ficar com o livro. Normalmente escolho livros pequenos e levo-os ao fim de semana. E é um serviço gratuito...

 

7. Emprestar - Os amantes de livros têm certas manias e muitos não gostam de emprestar. Eu só empresto a pessoas de confiança e já descobri bons livros assim...

 

8. Passatempos - Dezenas de blogs literários tem parcerias com editoras e organizam regularmente passatempos...Nem sempre é fácil ganhar porque depende da sorte, mas não se perde nada em tentar.

 

E pronto basicamente é isto que eu faço e até agora tem dado para ler...Alguém tem mais sugestões?

Mais umas perguntinhas!

Fui desafiada pela Rita do blog Magia dos livros e a Maria do blog Eu Tento a responder a umas perguntinhas e por isso aqui estão elas:
 
Perguntas da Rita
1 - Se tivesses de te definir em 5 palavras quais seriam? teimosa, persistente, perfeccionista, sincera, doida (um bocado vá...)
 
2 - És feliz na profissão que exerces? Não exerço nenhuma no presente momento
 
3 - Qual é a profissão com que mais te identificas? Com o jornalismo (que é o meu curso), mas também com uma data de outras coisas por isso nunca se sabe...
 
4 - Se fosses uma personagem da BD qual serias? O Snoopy

5 - Qual o livro que  mais te marcou até hoje? Que pergunta cruel...Na lista dos meus preferidos estão: O Véu Pintado; Servidão humana, Diário de Anne Frank, A Rapariga que Roubava Livros, Lolita entre outros.
 
6 - Qual o último livro adquirido (comprado, trocado ou oferecido)? Acabaram de me oferecer Wolf Hall de Hilary Mantel....fiquei  {#emotions_dlg.inlove}

 
7 - Qual a última música ouvida? Still inside your mind de Gomo

 

8 - Qual a música que mais te toca? Depende muito do momento e do estado de espírito...
 
9 - Com que animal mais te identificas? Pandas!
 
10 - O que estás a fazer neste preciso momento? A responder ao desafio e a ouvir música
 
11 -  Sem olhares para o relógio, que horas são? 17:30....Na verdade são 17:32
 
Perguntas da Maria
1 – Quais as cidades Portuguesas que mais preferem? Porquê? Lisboa (foi onde nasci); Coimbra (tem montes de alfarrabistas e livrarias); Castelo Branco (cidade calma, por comparação à capital, e muito limpinha), Porto (francesinhas..nham nham).
 
2 – Indiquem, por favor, um roteiro que me aconselhariam para férias, baratinho de preferência. Aconselho o Gerês ou o Douro...sítios lindíssimos. O preço depende das condições de que queremos usufruir...
 
3 – Nota-se muito que ando à cata de locais para passar férias? Nop...lol

 

4 – Qual a rádio que mais costumam ouvir? Comercial

 

5 – Qual o livro que leram que mais se lembram? Porquê? Eu tento lembrar-me um pouco de todos os meus livros...

 

6- Se ganhassem a lotaria, e ficassem ricos, deixavam de trabalhar? O que fariam? Iria viajar, comprava uma casa em qualquer lado mais simpatico e ajudaria os outros....Gostava de construir escolas (especialmente para as raparigas) e hospitais, mas com o equipamento e vacinas...não é normal haver crianças a morrer de Sarampo e outros doenças facilmente tratáveis. Nada utópico eu sei...

 

7- Porquê o título do vosso blogue? Antes deste já tive outro blog no Sapo (Sobre síndrome de Asperger), mas depois lembrei-me de abrir este para escrever\postar o que me apetece-se. Como sou um bocado ácida, ficou desabafos agridoces. Já agora o primeiro nome do blog foi Dreams and Colours (para não se confundir com Dreams in Colour do David Fonseca), mas achei fofinho demais...

 

8 – Se fossem um animal, qual escolheriam ser e porquê? Podendo escolher uma coisa qualquer eu gostava de ser um dragão porque é um simbolo de boa sorte (no oriente)

 

9 – Máquina fotográfica ou vídeo? Porquê? Fotografia, porque permite captar um único momento para a eternidade...É qualquer coisa de mágico

 

10- Escolham as pessoas que só conhecem no virtual para um jantar convívio com a criançada e tudo (para quem os tem, óbvio)? (Não precisam de me escolher, a menos que a sobremesa seja de chocolate, nesse caso são intimados a fazê-lo!! ;)) Eu preferia juntar o pessoal para formar um clube de leitura...Uma coisa do tipo Clube de Leitura Jane Austen.

 

11 – Alguém sabe onde começou este BLOGO-INQUÉRITO? Não faço ideia...

 

Tá feito...Agora era suposto eu fazer perguntas e passa-las a outros blogs, mas são a modos que sete da tarde e tenho outras coisinhas para fazer. Se alguém quiser responder sinta-se convidado, acho que as meninas não se importam (eu sei, qualquer dia ainda me rogam uma praga por eu andar a quebrar as correntes...)

Há gente troll em todo o lado

A minha faculdade é o sítio ideal para gente com dificuldade em orientar-se. Só tem seis pisos: o -2, onde está a biblioteca e os estúdios, o - 1, onde é o bar, o 0 onde é a recepção, o 1 e o 2 onde são salas e 3 que é onde está o refeitório...é só isto, logo é difícil alguém perder-se. Só que hoje um anormal qualquer decidiu trocar a placa de sinalização dos pisos...onde dizia piso 1 era na verdade o piso 2 e vice-versa. Claro que isto provocou algum pânico especialmente para quem estava atrasado (era o meu caso -_-). Mas qual será a graça disto?? Ainda por cima outro anormal (se calhar o mesmo) arrancou o botão do elevador que permite manter as portas abertas....Ainda ficamos sem elevador de vez. A sério gente:

 

 

Jack Skellington {#emotions_dlg.heart}

As coisas que eu vejo no comboio

 

Há cerca de 3 anos que ando regularmente de comboio. No inicio achava secante e só agredecia não ter de apanhar dois transportes ou mais. Mas depois foram acontecendo coisas bizarras: pedradas nas janelas, velhinhos bêbados, pessoas à luta...Sabe-se lá o que pode acontecer num dia que parece absolutamente normal. Isto das pessoas à batatada é verídico: na semana passada uma senhora ia sair com um carrinho de bebé do elevador da estação (que é apertadinho) e apareceu uma velhota que se queria enfiar no elevador à força. A outra disse-lhe para esperar e a velhota em resposta mando-a para aquela parte e entrou no elevador. Já lá dentro a mãe da criança deve-lhe ter ido qualquer coisa só sei que oiço a velha a chamar puta à outra em alto e bom som. Vai daí a gaja levanta a mão e dá um estalo na cara da velha. A seguir foi o caos: gente aglomerada à volta do elevador, um tipo a tentar puxar a outra para fora e a velha a gritar que a estavam a tentar matar...E eu tipo wtf?? Mas não se vêem só cenas tristes...Um dia às nove da manhã apanhei o comboio para o Rossio que claro ia cheio como aliás vai sempre sejam oito da manhã ou da noite e encostei-me à lateral para ser mais fácil sair (eu sou previdente...). Quando olho para frente e vejo um miúdo de uns nove anos sentado em cima da mochila a ler...O meu primeiro pensamento foi: um miúdo a ler!!! Segundo pensamento: e está a ler o Principezinho!! (era efectivamente um edição tipo grande do Principezinho). Terceiro pensamento: e está a ler concentrado num comboio cheio de gente! Foi bonito de se ver. Também já vi um senhora a jogar Game Boy...há anos que não via uma coisa dessas. As pessoas fazem um sem número de coisas num comboio para matar o tempo: lêem (livros em papel e digital), namoram (por vezes de forma bastante descarada); fazem sopa de letras, dormem, conversam ao telemóvel aos berros, fazem croché...jogar Game Boy nunca tinha visto...já não me sinto tão mal por livros em papel. Em termos de originalidade, a seguir a esta vem a rapariga com vinte e poucos anos que estava a bordar...a sério gente pensava que só as senhoras acima dos 50 bordavam. E em terceiro a gótica que estava a desenhar...Eu topo sempre que entra alguém diferente do comum. As pessoas tendem a parecer-se demasiado infelizmente...Pessoas: tornando o meu dia sempre um pouco mais bizarro.

Daisy Miller

 

Daisy Miller de Henry James

Edição/reimpressão: 2003
Páginas: 104
Editor: Europa-América
Preço: 6,55€ 
 

Frederick Winterbourne é um americano radicado à vários anos em Genebra. Um dia decide ir visitar a sua tia que esta hospedada num hotel em Vevey. Aí conhece Anne Miller (conhecida por Daisy) que está hospedada  no hotel com a mãe e com o seu irrequieto irmão mais novo e que também é americana. Winterbourne fica fascinado com a beleza e com modos da jovem: Daisy não cora nem tem os traços de timidez característicos das raparigas europeias. Este fascínio leva-o a seguir Daisy até Roma onde a descobre a passear despudoradamente pela rua com um cavalheiro...Este "atrevimento" precipitará a acção final. Daisy é uma heroína sem causa: viola as regras de conduta da sociedade, sem no entanto parecer ter consciência disso. Não pisa o risco para chocar os outros, mas porque é a sua inclinação natural.

 

Este comportamento fascina Winterbourne que tenta ao longo de toda a história arranjar um rótulo para a jovem. Será ela tão inocente como aparenta? Ou será uma mundana dissimulada? Por oposição a Daisy, Winterbourne é rígido e não consegue demarcar-se da opinião dos outros. Uma das características mais fascinantes deste pequeno romance é que atrás de um enredo e de uma linguagem muito simples está todo um jogo de sentido. Os diálogos que as duas personagens trocam parecem fúteis, mas há sempre qualquer coisa de sublimar...numa mensagem que não é dita explicitamente. Daisy parece estar sempre a tentar puxar Winterbourne para fora da sua rigidez, sendo mesmo atrevida ("Sempre tive muita vida social com cavalheiros", diz ela na primeira conversa que travam). A mensagem porém não é compreendida, senão tarde demais – "Enviou-me uma mensagem (...) que eu, na altura não compreendi(...)", dirá Winterbourne no final.

 

Daisy queria ser amada, mas de uma maneira livre como ela própria era. Quando Daisy pergunta a Winterbourne se acreditou quando ela lhe disse que estava noiva, está na verdade a dar-lhe uma oportunidade. A resposta de Winterbourne está também imbuída de um sentido – "Acredito que faz pouca diferença se esta noiva ou não". Para Daisy é um sinal que ele não aceita o seu modo de ser. Podiam simplesmente ser directos um com o outro...Mas assim são as relações entre os humanos. Cheias de sentidos ocultos.

 

Outra característica do romance é que não fornece pontos de apoio para o leitor. Daisy é apresentado ao ritmo das divagações de Winterbourne, sendo que também nunca se fica a saber muito sobre o próprio. São ambíguas tanto as personagens como os diálogos. As diferenças entre americanos e europeus são uma constante. Winterbourne começa por atribuir os atrevimentos de Daisy ao facto de ser americana o que o leva em Roma a perguntar a um americano o que acha do comportamento da compatriota. Como se sabe as americanas eram sempre vistas como sendo mais livres e até mais promíscuas que as mulheres europeias. Anne é como uma flor que floresce entre a neve impiedosa do Inverno (os nomes das personagens não terão sido escolhidos ao acaso). Mas as flores rapidamente murcham e desaparecem...Um romance breve, mas belíssimo.

 

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