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Desabafos Agridoces

"Enfim, bonito e estranho, desconfio que bonito porque estranho"

Desabafos Agridoces

"Enfim, bonito e estranho, desconfio que bonito porque estranho"

Inspira-me: Viajar no tempo

 

 

O inspira-me sugere um evento da história portuguesa a que gostasse de assistir, mas já que podemos ligar a máquina do tempo eu aproveito e faço um périplo:

 

Começava por viajar para a época dos descobrimentos. Gostava de estar nos portos a ver as mercadorias: as especiarias, as sedas, o açúcar...e provar os prato com estes condimentos, pois como era moda na altura os mais abastados mandavam encher os pratos com tudo e mais alguma coisa. Actualmente, o açúcar é a coisa mais corriqueira, mas na altura era uma preciosidade. Nos barcos é que não ia...ainda morria de escorbuto. Depois dava um pulinho para ver a construção do Convento de Mafra, pode ser que dê-se de caras com a Blimunda e o seu maneta.  Novo salto para ir ao terreiro do paço ver o regicídio...depois de muitos e muitos séculos de monarquia deu na veneta àquele pessoal fazer tombar o rei ali mesmo em pleno terreiro. Salto o Salazar à frente e passo directamente para o 25 de Abril, com cuidado para não levar um tiro da PIDE (DGS nessa altura). E depois voltava antes que as coisas começarem a ficar quentes outra vez.

 

Se houvesse oportunidade de fazer um périplo internacional gostava de dar um salto à biblioteca de Alexandria, de ver a electricidade a chegar a Paris pela primeira vez, e de assistir aos principias acontecimentos do século vinte que é das épocas que eu acho mais interessante.

 

Muitas coisas para ver {#emotions_dlg.dork}

Começo de ano difícil

O meu começo de ano tem sido recheado de problemas. Primeiro foi um problema de família inesperado e grave, depois foi o meu PC que avariou. Podia ter avariado quando eu estava de férias e não precisava dele, mas não...Avariou precisamente quando estava atolada em trabalho e apesar de várias e sofridas tentativas não foi possível pô-lo a trabalhar dignamente. O meu PC anterior que era daqueles enormes de mesa durou anos e anos sem problemas, aquele trol nem tem um ano e já está todo marado. A faculdade tem sido um loucura com vários trabalhos para entregar. Neste momento estou a acabar um para amanhã e tenho outro para segunda. Um dos trabalhos era de grupo, ou seja, completo suicídio. Por isto tudo não tenho conseguido actualizar o blog, mas espero que as coisas melhorem...

 

Basicamente:

 

 

A Morte de Ivan Ilitch

 

A Morte de Ivan Ilitch de Lev Tolstoi

Edição/reimpressão: 2008
Páginas: 96
Editor: Leya
Preço: 5,95€
 

Todos morremos sozinhos. Nunca isto foi tão verdadeiro como no caso de Ivan Ilitch, personagem principal deste romance de Tolstoi escrito em 1886. Nunca o terror do homem perante a morte foi tão real. Ivan Ilitch é um funcionário judicial que viveu toda a vida de acordo com o que a sociedade considerava correcto. O seu ideal era viver regularmente e sem sobressaltos. Casou-se por interesse e teve dois filhos, mas como a vida familiar se revelou muito complicada passou a viver apenas para o seu trabalho e para os seus jogos de cartas. Um dia é promovido e decide comprar uma nova casa passando todo o tempo a decora-la. Porém, ao colocar uns cortinados dá uma queda vindo a morrer na sequência dela mais tarde.

 

Cada linha deste livro é um murro no estômago, um mergulho nas nossas mais profundas inquietações. Quando a história começa ilitch já morreu e as cerimónias fúnebres estão a decorrer. O autor centra-se num dos amigos do defunto que tenta tudo para escapar às cerimónias sem parecer mal. A única preocupação destes "amigos" é o whist...e saber quem vai ocupar o lugar de Ilitch no tribunal. A personagem não tem ninguém que se compadeça da sua dor: nem amigos, nem filhos, nem mulher já que só esta preocupada com a herança. Nos dias que antecedem a morte Ilitch começa a interrogar-se sobre a sua vida. É nas derradeiras horas que se apercebe que esta foi fútil e vazia - "e se eu deixo a vida com o sentimento de ter perdido (...)". Interroga-se também sobre a morte que não consegue compreender nem aceitar...No fundo como nós hoje. A morte continua a ser o grande mistério - "Eu, eu deixarei de existir, mas que haverá então? nada. Mas onde estarei quando deixar de existir? É na verdade a morte? Não, não quero".

 

Ilitch tem apenas dois refúgios: as suas memórias de infância, um tempo de felicidade e Guerassime, um criado que é a única pessoa que dele se compadece pois tem uma personalidade simples e desinteressada. É o único que consegue aliviar o sofrimento de Ilitch e não culpa por estar doente como o resto da família faz. A crítica às instituições também está muito presente no livro, nomeadamente a crítica à instituição judicial burocrática e inútil - "membro inútil de várias administrações inúteis". Os médicos são igualmente criticados pela sua falta de interesse nos doentes. Trata-se assim de uma obra intemporal, perturbadora mas incrivelmente real mas questões que coloca e nos dilemas que apresenta.

Mais um ano

As passagens de ano deprimem-me sempre. Deprimem-me porque não gosto de mudanças nem de rupturas. Também não gosto de euforias, ou seja, gosto que as pessoas estejam contentes a fazer planos...mas dispensava a barulheira. Além disso as minhas passagens de ano são do mais monótono que pode haver. Geralmente são passadas em frente à televisão a ver a final de qualquer show na televisão (este ano foi o Pesado Pesado, como aliás o ano passado). Houve um ano que já a bater o novo ano eu estava sentada no chão agarrada à minha cadela que tremia como varas verdes por causa do barulho dos foguetes. Foi memorável...num ano particularmente deprimente meti os phones nos ouvidos para escapar aos festejos. Este ano a passagem foi caseira e simpática, pois foi passada com a minha sobrinha e ninguém consegue ficar deprimido ao pé dela.

 

Também não faço balanços. Não é que ache deprimente mas não tenho paciência para escrever textos enormes sobre o que fiz ou deixar de fazer, o que li e o que não li. Também não faço planos muito alargados...prefiro a máxima viver um dia de cada vez.

 

E pronto depois desta conversa interessantíssima quero agradecer a todos os que passaram aqui pelo estaminé em 2011 aos que comentaram e aos que não se revelaram. Espero poder continuar a contar convosco em 2012 se não arranjarem nada de melhor para fazer.

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