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Desabafos Agridoces

"Enfim, bonito e estranho, desconfio que bonito porque estranho"

Desabafos Agridoces

"Enfim, bonito e estranho, desconfio que bonito porque estranho"

Santa Hipocrisia

Há dias estava no site do Expresso quando me deparei com uma notícia curiosa: um anúncio de gelados tinha sido proibido em Inglaterra. O que pode um anúncio de gelados ter de tão chocante? Calculei que fossem cenas altamente depravadas, mas afinal era só isto:  

 

 

Uma freira segurando o pote de gelado e ao lado a frase "concebido imaculadamente". O busílis da questão parece residir no facto de a freira estar visivelmente prenha. Segundo a notícia que li a imagem da campanha pertence a uma marca inglesa, com o nome de italiano de Antonio Federici. Foi criada por três irmãos ingleses que, sabendo da sua herança italiana, pegaram numa receita familiar de 1896 para começar o seu negócio. O sucesso foi reconhecido e, o ano passado, venceram o prémio de Melhor Gelado do Mundo. Estes conflitos com a Entidade Reguladora Inglesa já não são de agora, pois em 2009 foi censurado um anúncio que mostrava um padre e uma freira numa pose "ousada".

 

Segundo os responsáveis da Antonio Federici Os anúncios são referentes às tentações italianas proibidas. Além deste há ainda um outro que mostra dois padres  um com o gelado na mão, o outro com a colher. No texto lê-se "Acreditamos na Salivação". Está a ser investigado. Quanto ao da freira já foram recebidas oito queixas. O motivo apontado é que "induz ao pecado".

 

Não percebo onde está o choque...aquele pessoal nunca viu uma freira grávida? Fiquei sem saber a que pecado é que o anúncio induz, pois tanto quanto sei não induz a nada que não seja liberalmente cometido no seio da igreja. Continuando: "Um porta-voz da marca inglesa revelou que a publicidade que mostra a freira grávida, "não foi feita para coincidir com a visita do Papa. A ASA é que decidiu banir a imagem um dia antes da sua chegada". Estava se logo a ver o motivo da proibição.....Uma citação Ramón Campoosorio (poeta espanhol) resume bem isto:  É mau o pecado, mas é muito pior a hipocrisia.

 

link: http://aeiou.expresso.pt/anuncio-de-gelado-com-freira-gravida-proibido-em-inglaterra=f604066

Inspira-me: primeiros sinais do Outono

Um dia destes foi à janela do meu quarto e reparei que o céu azul com o seus farrapos brancos tinha sido substituído....

 

 

 

...por um céu cinzentão com nuvens de aspecto ameaçador. Normalmente é o plátano que existe a umas ruas de distância de minha casa que dá o aviso, mas ele anda um bocado trocado. Este ano foi mesmo pelo céu.  

 

 

O Contrabaixo

 

O Contrabaixo de Patrick Süskind 

Edição/reimpressão: 1997

Páginas: 72 

Editor:Difel

Preço: 8,08 €

 

Patrick Süskind é conhecido pelo seu livro “Perfume – A História de um Assassino” posteriormente adaptado ao cinema. Tal foi o sucesso (foram vendidos 15 milhões de exemplares em quarenta línguas) que acabou por abafar outras obras, entre as quais O Contrabaixo, escrito em 1981. Foi por isso com alguma curiosidade que o li. E gostei muito. O protagonista é um contrabaixista da orquestra nacional de Viena que nos vai falando da sua vida: da relação amor- ódio que tem com o contrabaixo (“parece uma velha gorda. As ancas muito descaídas, a cintura perfeitamente fora do sítio, moldada muito acima e muito estreita (…) ombros estreitos, raquíticos e pendentes…um desgosto!”); do seu lugar na orquestra, que é essencial mas passa sempre despercebido, das invejas e do seu amor secreto por uma meio-soprano.  

 

Süskind tem uma característica que consiste em centrar-se na mente da personagem, escavando o seu interior e mostrando-nos os seus meandros tortuosos: as suas psicoses, as suas contradições…esta construção interior, dispensa o exterior. Em Perfume, tal característica é visível na parte em que Grenouille se esconde na caverna e durante sete anos vive unicamente “no reino da sua alma”. Em O Contrabaixo passa-se o mesmo:  o autor centra-se exclusivamente na personagem da qual não sabemos o nome, apenas que tem 35 anos, e que se encontra no seu quarto à prova de som.

 

As informações sobre o exterior são dadas pelas didascálias que precedem os momentos de monólogo. São de grande importância pois conferirem ritmo ao texto. A peça inicia-se com a segunda sinfonia de Brahms e termina com o 1º andamento do quinteto das trutas de Schubert (piano, violino, viola, cello e contrabaixo). Aqui é a audição quem tem o lugar de honra. Até porque ao desfiar as suas amargas memórias o contrabaixista levamos também a conhecer a História do seu instrumento e da música clássica em geral (fruto da própria experiência do autor). Sendo uma leiga na matéria, achei fascinante. É curioso saber, por exemplo, que os maestros só apareceram no seculo XIX e que Mozart partia pianos. Há também uma ponta de crítica aqui e ali aos compositores e à própria sociedade. Um livro divertidamente ácido!

Aniversário da "Rainha do Crime"

 

 

Faz hoje 120 anos que nasceu Agatha Christie. Como é uma autora que aprecio não passo deixar de assinalar a data aqui nos desabafos. Na verdade, nunca me tinha interessado por policiais, até que uma amiga me emprestou dois livros (com dois contos cada) de Agatha: O Mistério do Comboio Azul, O Homem que era o nº 16, O Mistério dos Sete Relógios e O Misterioso Mr. Quin.

 

Agatha May Clarissa Mallowan nasceu a 15 de Setembro de 1890 em Torquay (Inglaterra). Passou a infância e a adolescência num ambiente quase recluso, pois foi a sua mãe que se encarregou de lhe dar formação cultural, proibindo-a de frequentar escolas públicas. Foi também por influência da mãe que Agatha começou a escrever para passar o tempo, enquanto entediada, se recuperava de uma forte constipação que a deixara de cama.

 

Casou-se em 1914 com Archibald Christie, um aviador da Força Aérea britânica. Com ele teve a sua única filha, Rosalind. Durante a Primeira Guerra, Agatha trabalhou como farmacêutica, o que lhe proporcionou, segundo consta, grandes conhecimentos sobre poções e venenos, que seriam mais tarde usados nas suas obras.

Tinha trinta anos quando conseguiu publicar o seu livro de estreia, O misterioso caso de Styles (1921) protagonizado pelo detective belga Hercule Poirot, que seria ainda protagonista de mais 33 romances. Dois anos mais tarde, Agatha divorciou-se. Em 1930, publicou o primeiro romance com a sagaz personagem Miss Marple, O Assassinato na Casa do Pastor.

 

Ainda em 1930, casou-se com o arqueólogo Sir Max Mallowan que era 14 anos mais jovem que ela. As suas viagens contribuíram com material para vários de seus romances situados no Médio Oriente. O casamento duraria até a morte da escritora.

 

Agatha é a autora mais publicada de todos os tempos em qualquer língua, somente ultrapassada pela Bíblia e por Shakespeare. É autora de oitenta romances policiais e colecções de pequenas histórias, dezanove peças e seis romances escritos sob o nome de Mary Westmacott. Morreu em 12 de Janeiro de 1976, aos 85 anos de idade na sua residência, em Wallingford, Oxfordshire. A sua filha Rosalind morreu a 28 de Outubro de 2004, também com 85 anos. Os direitos sobre a sua obra pertencem agora ao seu neto, Mathew Prichard.

 

Fonte:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Agatha_Christie,

http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u232.jhtm

Livros que emagracem!

Já tinha ouvido falar disto, mas não dei muita importância. Hoje decidi investigar e fiquei fascinada com as calorias que podemos perder lendo certos livros. Uma lista destas obras foi feita com base num estudo encomendado pela rede de livrarias britânicas Borders. Embora ler, já por si, queime calorias ler livros de acção, sexo e suspense faz queimar quase o dobro, pois a produção de adrenalina aumenta.

 

 

Polo de Jilly Cooper encabeça a lista. Trata-se de um thriller, com 800 páginas, sobre sexo e escândalos. Segundo o estudo faz perder 1100 calorias, o equivalente a um menu Big Mac. Ainda não está traduzido.

 

 

 

Código da Vinci de Dan Brown consume 855 calorias, o equivalente a uma barra de chocolate.

 

 

O Exorcista de William Blatty (nascido a 7 de Janeiro de 1928 em Nova York, foi também guionista do filme homónimo) queima 465 calorias. 

 

 

Orgulho e Preconceito de Jane Austen queima 443 calorias

 

Download-livro-O-Iluminado-Stephen-King-em-ePUB-mo

 

 O iluminado de Stephen King (escritor de contos de horror fantástico) também faz parte da lista. Já que o terror emagrece Lovecraft também devia constar da lista. Só li metade de um conto e ia trepando pelas paredes acima (o que sem dúvida deve emagrecer).  

 

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