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Desabafos Agridoces

"Not all girls are made of sugar and spice...Some are made of sarcasm and nothing is fine"

Desabafos Agridoces

"Not all girls are made of sugar and spice...Some are made of sarcasm and nothing is fine"

Sobre não gostar do Verão

Inspirada por este post decidi fazer uma lista com 10 coisas que não gosto no Verão. Algumas já devem ter sido faladas aqui...Estou sempre à procura de pretextos para me queixar disto. Na verdade, 10 é a modos que pouco mas com alguma indulgência consegui reduzir a lista a um número redondo:

 

1º. é difícil dormir na medida em que uma pessoa está afogada no seu próprio suor

 

2.º a minha janela é virada para a rua por isso há alturas em que tenho de escolher: deixar a janela aberta e levar com pessoas sem noção ou fechar a janela e sufocar

 

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3.º melgas 

 

4.º coisas agradáveis como dar um bom duche ou ficar a ler entre as mantas tornam-se desagradáveis

 

5.º o calor deixa-me letárgica 

 

6.º e mais irritada do que o costume [aparentemente o aumento do calor também leva a um aumento da violência]

 

7.º incêndios

  

8.º "não se esqueça de começar a trabalhar no seu corpo de praia"

 

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9.º pressão para aproveitar a vida - aumentada por dezenas de posts sobre biquínis, sítios para viajar, festas e tudo isso que torna o Verão tão bom só que não

 

 10.º "tens de arranjar essas pernas"

Será o caro leitor um snob literário?

10 sinais em como alguém é um snob literário de nível médio

 

[uma lista feita pela minha pessoa quando estava com insónias. Não se aplica a quem, por exemplo, consegue perceber certas críticas a livros que saem em jornais - isso é um nível mais elevado]

 

 

1º. Continuar a preferir caneta e papel mesmo que toda a gente à volta tenha uma conta no Goodreads e que nunca se calem com as aparentes vantagens disso

 

2º. Nunca confiar em tops de vendas [e rejeitar metade do que está nos escaparates principais]

 

. "O Saramago não é um autor assim tão difícil, não sejam exagerados"

 

4º. Se quase todos os autores da lista de preferidos já tiverem falecido [ainda que no vosso coração eles estejam sempre vivos]

 

5º. "Que raio significa OTP?! Book haul?!"

 

. Resmungar porque agora toda a gente parece preferir ter canais de Youtube em vez de escreverem opiniões com pés e cabeça

 

7º. "Não gostaste do livro porque não entendeste o sentido, tens de ler com profundidade!"

 

. Ter exactamente a mesma reacção de horror que a Lisa ao descobrir que só há Danielle Steel na biblioteca da prisão

 

9º. Ter lido todos os livros obrigatórios na escola - com prazer

 

10º.Ter a intenção de ler o máximo de clássicos e ficar contente cada vez que se risca um título da lista

10 Dicas Para Ler Clássicos

Há uns tempos fiz uma lista com 10 razões para ler clássicos e agora decidi expandir o tema e fazer uma lista com algumas sugestões baseadas na minha experiência para quem não lê muito estes livros mas gostava de o fazer. Puxa, tudo isto soa super snob...Vamos lá:

 

1. Não ficar intimidado: "O livro fundador do romance moderno"; "melhor livro de não-ficção do século XX"; "Prémio Nobel no ano x"...Esqueçam isto tudo. O que quer que outras pessoas vos tenham dito sobre o livro. Leiam-no como se ele vos tivesse pousado suavemente no colo vindo de um reino mágico da qual vocês nunca ouviram falar. 

 

2. E também esquecer as ideias feitas: que um clássico deve ser obrigatoriamente denso, que deve ter uma linguagem árida ou arcaica ou porque como já foi escrito há muito tempo já não está actual

 

– E o País, em que se emprega? – Nas secretarias. São salas onde homens tristes escrevem em papel almaço «Il.mo e Ex. mo Sr. (...)

– E de onde saem esses homens?

– Do liceu, que é um lugar com bancos, onde em rapaz se decoram bocados de livros – para ter o direito de não se tornar a ler um livro inteiro depois de homem.

 

3. Escolher algo que entusiasme: há por aí muitas listas de clássicos algumas organizadas por época, por género, há listas só com autoras...O que costumo fazer é pesquisar uns quantos títulos de cada vez para ver se a temática me agrada. Não têm que começar por ler aqueles mais conhecidos.

 

4. Minimizar as experiências traumáticas: há pessoas que torcem o nariz porque em tempos lerem um clássico da qual não gostaram...Escolham outro diferente, experimentem, abracem o livro com amor ou vão para o parque lê-lo e depois atirem-no para o fontanário. Como fazem com qualquer outro livro. 

 

5. Partilhar a leitura com outros pode ajudar a tornar a coisa mais interessante. Com sorte conseguem convencer alguém a ler com vocês o Hamlet. 

 

6. Uma vantagem dos clássicos é haver muito material disponível sobre eles à distância de um clique. Por exemplo, a quantidade de coisas que se encontram sobre a Alice: artigos, podcasts, projectos de arte...Também podem usar estes materiais para tornar a leitura mais interessante. Pesquisar factos sobre o autor e a época (pesquisar o contexto histórico ou político costuma ajudar bastante), ouvirem um autor que vocês gostam falar desse livro...Pesquisar palavras ou referências ao longo do texto. 

 

 

7. Anotações: ninguém é menos inteligente por ter de fazer um esquema num papel para ordenar os acontecimentos do livro. Eu tive que escrever o nome de todas as personagens do Doutor Jivago numa folhinha...Anotar datas, nomes ou sublinhar as partes mais importantes. 

 

8. Mas não leiam artigos que façam o livro parecer confuso: esta aprendi recentemente quando estava à procura de coisas sobre uma certa obra e tropecei num texto que parecia interessante, mas que ao fim de dois parágrafos se tornou inquietante de tão denso...Larguei-o logo. 

 

9. Take your sweet time: parece-me um erro tentar aplicar o mesmo tempo de leitura a todos os livros. Um clássico policial lê-se mais depressa, mas não há grande benefício em ler a Anna Karenina de uma assentada. Às vezes é preciso fazer uma pausa para pensar na história ou para reler uma passagem...

 

10. Escolher obras mais pequenas: Quase todos os autores têm obras "menores" ou conjuntos de contos que ajudam a ficar familiarizado e que são igualmente excelentes. Também se encontram por aí várias listas com sugestões de livros para ler de uma penada.

10 razões para ler clássicos

Há muita gente que não gosta por aí além dos clássicos: acham-nos aborrecidos, difíceis...Não tenho vasta experiência no assunto claro, mas gostei da maior parte dos que li até agora. Decidi fazer um top com razões porque acho que vale a pena incluir estes livros nos nossos hábitos de leitura:

 

1- Melhoram o vocabulário. Quem consegue resistir a isto? 

 

Ora eu, que nesta fidalga e francesa Lisboa tenho sido espectáculo de riso, pedindo nos hotéis, e recomendando aos meus amigos, o caldo verde, insisto contumazmente em me expor à mofa da gente culta, dando à estampa, neste lugar e para meu duradouro opróbrio, o panegírico do caldo verde (...)

 

2- São bons para aprender sobre a cultura de outras épocas: fornecem detalhes que não vêm nos manuais e abordam perspectivas diferentes de pessoas que realmente viveram na altura. Acho que se aprende mais sobre a servidão na Rússia lendo o Almas Mortas do Gogol do que estudando nas aulas. 

 

3- Mas há coisas que são universais: o medo do desconhecido, o amor, a ambição...Continuamos a ser cavaleiros um tanto ridículos a lutar contra moinhos de vento: às vezes ganhamos e o mundo avança um bocadinho. Os clássicos mostram que os humanos são parecidos naquilo que é essencial. Cada vez que pegarem no D.Quixote pensem que alguém há muito tempo já fez o mesmo e talvez também tenha ficado com o coração cheio à medida que ia avançando na história. Um dia alguém no futuro quando já não estivermos cá vai rir-se do pobre Sancho. 

 

4- E por causa disto muitas das lições que os clássicos têm para nos ensinar continuam actuais. Mesmo uma coisa escrita em 427 a.C - cuidado para não acabarem a dormir com uma familiar vossa.

 

5- Vocês irão fazer um brilharete no Trivial Pursuit e nos programas de cultura geral!

 

6- Muitos clássicos abordam temas importantes para os dias de hoje (igualdade, racismo...) e quando os lemos não apenas entramos em contacto com o problema como somos levados a reflectir sobre ele, talvez de um modo completamente novo. 

 

“But no value has been put on human life; it is given to us free and taken without being paid for. What is it worth? If you look around, at times the value may seem to be little or nothing at all. Often after you have sweated and tried and things are not better for you, there comes a feeling deep down in the soul that you are not worth much.”

 

7- E muitos foram transformados em filmes que se tornaram eles próprios inesquecíveis: the shining, It, O coração das Trevas, Gone with the Wind, O Padrinho, Blade Runner, To Kill A Mockingbird...Além de uma boa leitura podem usufruir de uma boa sessão de cinema. 

 

 

8- Ajudam-nos a ser leitores mais selectivos: a distinguir o que é uma boa prosa de uma que não é, se uma personagem está bem construida e se aquele mecanismo de escrita foi ou não bem aplicado. Quanto mais lerem melhor. E evita que tenham vontade de comprar tudo o que está nos escaparates. 

 

9- Encontram-se a bom preço em segunda mão ou podem ser facilmente requisitados nas bibliotecas o que é óptimo se o vosso orçamento for apertado. Alguns títulos são mais difíceis de encontrar, mas mesmo assim há muita variedade. 

 

10- Como disse Italo Calvino: um clássico é um livro que nunca acaba aquilo que tem a dizer. Podem lê-los duas, três vezes e encontrar sempre coisas novas que nem tinham notado antes. 

A leitora presunçosa

Como já contei aqui, gosto de listas de e sobre livros: mesmo aquelas que dizem o que é obrigatório ler. Muita gente não gosta, mas também não é preciso levar a parte do obrigatório tão a sério. O pessoal do New York Times não se importa com o que vocês lêem (pensamos todos) e portanto não têm de ir a correr comprar o que lá está indicado. Mas podem ser um bom ponto de partida para encontrar novos autores. Sou reticente quanto a fazer eu própria este género de lista...sei lá o que vocês devem ler, não trabalho no New York (acham vocês todos), mas vi a ideia num blog que sigo e pensei porque não? Aqui ficam os primeiros títulos que me ocorreram e que acho que toda gente devia ler because of reasons...Também se aceitam sugestões, se alguém tiver: 

 

1º. Jane Eyre, Charlotte Brontë

(Uma lição sobre como podemos vencer adversidades e ser féis a nós próprios)

 

2º. 1984, George Orwell

(Uma vez respondi a alguém aqui com uma das minhas citações favoritas e a pessoa ficou ofendida, prova que há sempre quem nunca tenha lido o livro e por isso vale a pena recomendá-lo)

 

3º. Não Matem a Cotovia, Harper Lee

(Defender aquilo em que acreditamos às vezes exige uma grande dose de coragem...)

 

4º. A Rapariga que Roubava Livros, Markus Zusak

(... e temo que um dia ninguém tenha coragem de pintar a cara e desatar a correr como o jesse owens)

 

5º.Dom Quixote

(Obra imortal que versa entre outras coisas sobre a capacidade de sonhar, mesmo quando se riem de nós ou quando parece que as nossas ferramentas não são as melhores...Imaginam quando os manos puseram o primeiro avião no ar? Deve ter parecido uma luta impossível.Todos somos Dom Quixote)

 

6º. A Feira das Vaidades, William Thackeray

(Sátira social que acompanha a vida de duas mulheres: a doce Amélia e a deliciosamente perversa Becky Sharp. Mesmo sem nunca ter ouvido falar de selfies ou likes o autor captou o ponto essencial com perfeição..)

 

7º.Sem Destino, Imre Kertész

(Sobre um jovem judeu húngaro que é enviado para Auschwitz. Inquietante, não por ter descrições gráficas, mas pela maneira como destrói o confortável cliché do passado enterrado e dos monstros, tão diferentes de nós....Retratos da Europa Contemporânea, talvez)

 

8º. Matadouro 5, Kurt Vonnegut

(A história de Billy Pilgrim, pacato optometrista cuja a capacidade de viajar no tempo lhe permite revistar momentos da sua vida como a altura, ainda miúdo, em que foi enviado para guerra e assistiu ao bombardeio de Dresden. Uma mistura de romance com ficção cientifica, onde o humor é usado para denunciar o absurdo da guerra)

 

9º. Bell Jar, Sylvia Plath

(Romance extraordinário que aborda temas como a doença mental - a personagem principal sofre de depressão - o papel das mulheres, muito particularmente a sua libertação, e as dores de crescer...)

 

10º. A Metamorfose, Kafka

(O clássico sobre a condição humana alienada que envolve baratas)

 

Menções honrosas:

- Moby Dick

Hamlet

 (A conversa com a caveira é sublime)

- As Farpas do Eça

(Crónicas de um país que não mudou quase nada )

- Os Memoráveis de Lídia Jorge

(Excelente livro que aborda a Revolução de Abril e que dá muito em que pensar)

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