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Desabafos Agridoces

"Not all girls are made of sugar and spice...Some are made of sarcasm and nothing is fine"

Desabafos Agridoces

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Ler Autoras - um número

Comecei a ler O Deus das Pequenas Coisas. Quando olhei para os livros que trouxe da FL a pensar qual seria o primeiro, a escolha recaiu logo sobre este - embora não soubesse nada da história. O meu lado que estuda os livros obsessivamente antes de os comprar ficou em choque. Mas sem razão: estou a gostar muito. Tão bem escrito. Não tarda já o acabo. Ontem aproveitei e fui ver ao registo: o último autor que li foi há 18 livros atrás, yey!! Já mencionei algumas autoras num post passado (Norte e Sul e a Vida Invisível de Eurídice Gusmão) e entretanto descobri um bom YA (mais um, é verdade!), um distópico assim-assim, li katherine Mansfield (tão bom que nem dá para descrever) e uma autora portuguesa (Ana de Castro Osório, sugestão de um blog amigo. Acabei por me arrepender de não ter trazido de um dos alfarrabistas um pequeno livro de outra feminista: Sara Beirão [1880-1974], mas não chegou o dinheiro. Edição de 47, tadinho). Além das que trouxe agora da FL, tenho mais algumas autoras em espera e 5 no telemóvel. Tudo bem encaminhado. 

Ler autoras - desistências e dor

A demanda continua. Com alguns tropeções. Desisti de A Casa Redonda (Louise Erdrich). Era um livro que me interessava por falar de questões indígenas. É preciso um esforço extra para não acabar sempre a ler autoras americanas brancas ou europeias. Mas não estava a gostar muito da história. Também desisti de um romance histórico: falava de duas mulheres que foram decisivas na guerra dos cem anos. Uma ideia excelente, mas não gostei do estilo de escrita da autora. Ela esforça-se muito para provar que não era possível Joana ouvir vozes. Vê-se logo que a autora não é portuguesa. Mas não tremam os vossos corações! Porque acabei o Norte e Sul. Tão, mas tão bom. Fez as minhas veias literárias encherem-se de felicidade. Que grande personagem feminina temos ali. Agora uma das coisas que estou a ler é a Vida Invisível de Eurídice Gusmão - romance de estreia de uma escritora chamada Martha Batalha. É um livro sobre o que podia ter sido: Eurídice podia ter sido médica ou engenheira mas acabou condenada a ser apenas uma dona de casa na Tijuca. Óptimo livro até agora, embora doa de ler. Quando começamos a ler sobre mulheres sabemos que às vezes vai doer, o estômago vai ficar embrulhado com a raiva, mas é a nossa história (e o nosso presente) e não devo me furtar a isso. 

Últimas leituras: não ficção

 

A Vida Imortal de Henrietta Lacks - em 1951 uma mulher negra e pobre com apenas trinta e um anos morreu num hospital em Baltimore de uma forma particularmente agressiva de cancro no colo do útero. Anos mais tarde a família descobriu uma coisa incrível: alguém tinha colectado células do tumor de Henrietta durante um exame sem lhe pedir autorização. Essas células não só não morreram no laboratório como continuam a multiplicar-se - são imortais. Rebecca Skloot conta a história desta mãe involuntária da medicina moderna e aborda questões raciais e de ética.  

 

 

Livre [Wild: From Lost to Found on the Pacific Crest Trail] - aos 26 anos Cheryl Strayed estava no fundo do poço. Com uma família despedaçada e um casamento em ruptura, ela estava quase a atingir um ponto de não retorno. Então decide aventurar-se na Pacific Crest Trail, uma trilha que percorre a costa oeste dos EUA desde a fronteira com o México até à fronteira com o Canadá. Munida de umas botas demasiado pequenas e uma mochila demasiado grande, Cheryl começou no deserto do Mojave e percorreu mais de 1.700 quilómetros em 3 meses até chegar a Washington. Um livro fantástico. 

 

 

Bossypants - livro onde a conhecida comediante e actriz Tina Fey conta coisas da sua vida: os seus anos de jovem nerd, o seu trabalho no SNL, uma lua de mel que quase foi fatal e os altos e baixos de ser produtora de uma série de sucesso [30 Rock - quem nunca viu devia fazê-lo]. Também inclui dicas de beleza, opiniões nunca antes solicitadas sobre amamentação e bolos de rum. 

 

 

Para Educar Crianças Feministas [no original: Dear Ijeawele, or A Feminist Manifesto in Fifteen Suggestions] - há alguns anos Chimamanda Ngozi Adichie recebeu uma carta de uma amiga de infância perguntando como poderia criar a sua filha como feminista. A carta foi passada a livro e contém preciosos conselhos: deixar a menina escolher os brinquedos que quiser (não só bonecas), falar com ela abertamente sobre sexo e não lhe incutir que o casamento é a coisa mais importante a que uma mulher deve aspirar. Escrito sem rodeios, este é um livro que devia ser lido por toda a gente. 

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