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Desabafos Agridoces

"Not all girls are made of sugar and spice...Some are made of sarcasm and nothing is fine"

Desabafos Agridoces

"Not all girls are made of sugar and spice...Some are made of sarcasm and nothing is fine"

A Feminista Varredora

Há pessoas que ficam chateadas cada vez que veem uma campanha sobre violência doméstica ou um texto sobre coisas que oprimem as mulheres e uma das razões é porque acham que ninguém fala "que os homens também sofrem isso e muito mais!" Ah, as feministas a quererem mandar a dura realidade para debaixo do tapete! Creio que falei aqui disto antes: são uns comentários um nadinha agressivos, como se alguém estivesse a ser atacado, e muitas vezes em caps lock e que pretendem provar que os homens sofrem muito mais em todos os contextos. Na verdade o melhor era esquecer mesmo isto tudo porque há uns tempos alguém disse que eu era uma marxista que queria direitos políticos por ter vagina. E eu a pensar que era uma nazi...Fiquei tão perturbada que não dormi dois dias. Mas temos de ser fortes e por isso cá vai:

 

1.) se os homens têm relutância em apresentar queixa por abuso ou relutam em ir ao médico isso é mais uma evidência que vivemos numa sociedade patriarcal 2.) sociedade esta que foi criada pelos homens para poderem dominar as mulheres à vontade. Se isso se vira contra eles, e não é de espantar que tal aconteça pois quando se vive numa desigualdade no fim todos perdem, não sei porque isso seria culpa de qualquer mulher passada ou presente ou de mim como feminista 3.) a primeira vez que ouvi falar em coisas como neste conceito tóxico de masculinidade foi em textos feministas - alguns desses textos são seguidos de comentários como: "parem de atacar coisas que são naturais!" ou "parem de transformar este mundo num mundo de maricas". Pois é 4.) se uma mulher escreve um texto sobre uma experiência sua e um tipo resolve atacar, ele não esta a contribuir para melhorar rigorosamente nada. Este é o problema de muitos destes comentadores e desses grupinhos medonhos de direitos dos homens - nada disto lhes interessa. Apenas odeiam as mulheres. Como as pessoas que vão para rua com cartazes xenófobos: iludem-se a pensar que estão a defender os seus direitos e do seu país - mas estão apenas cheios de ódio e isso é triste. 

Leituras: um update

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O que se tem lido nestes últimos tempos: terminei The Underground Railroad. Óptimo livro. Vai para além de retratar a escravatura e mostra bem sob que solo são construídos os impérios, mesmo os "democráticos". Fico contente que tenha ganho o Pulitzer e assim recebido mais projecção. Também li: The female of The Species da Mindy McGinnis (na foto), um YA que aborda o tema da rape culture e que tem como protagonista uma rapariga cuja irmã foi abusada e assassinada. No fim tive que ir tirar o coração dos espinhos, literariamente falando, mas gostei muito e acho que não podia ser mais actual. Recomendado sem dúvida, para jovens e menos jovens. O meu número de YA favoritos subiu assim para 6: Vivian Versus the Apocalypse; The Hate U Give, My Heart and Other Black Holes, Warm Bodies, este e A Madness So Discreet que também é da McGinnis. Encontrar algo neste "género" que não seja um completo lixo não é fácil...Never Let Me Go do Kazuo Ishiguro: detestei e não recomendo a menos que vocês precisem de um bom sonífero.

 

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Alguns históricos: a autobiografia de Marita Lorenz. Uma coisa um bocado doida mas pelo menos não é aborrecido...Envolve espionagem e conspirações. Uma pequena biografia de Charlotte Salomon: na verdade, é mais um tributo do que uma biografia propriamente dita, mas achei bonito...Algumas partes são especialmente pujantes. Charlotte foi uma pintora nascida em Berlim em 1917 e que em 1943 quando tinha 26 anos foi morta em Auschwitz. Ela dedicou os dois precedentes em exclusivo a criar a sua obra prima, uma composição autobiografia de pintura, escrita e música a que chamou Life? Or theatre?. Agora estou mesmo a acabar a Casa do Lago da Kate Morton. Tem todas aquelas coisinhas que fazem o meu coração dar saltinhos, embora o livro em si deixe um pouco a desejar. A seguir não sei, há algumas opções que parecem interessantes...

Blog ao abandono

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Não estava nos planos. Sucede que um dia destes comecei a ter dores, tive que ir ao hospital, fiquei lá, fizeram-me uns furos - nunca tinha estado amarrada a um troço destes e nunca tinha tido necessidade de aliviar a bexiga deitada...É o quão inexperiente sou neste mundo. Não vou fazer posts detalhados sobre isso prometo. Depois vim para casa e estar ao computador não era uma opção: quer fisicamente quer porque o meu pc está uma bela sucata tanto que agora tenho de escrever noutro que também enfim...Mas vamos ver se conseguimos voltar ao activo!

A leitora contabilista

Como é sabido nesta altura do ano o pessoal confronta-se com os implacáveis números referentes às leituras que foram feitas. Normalmente há estes dois grupos: os que estão orgulhosos porque tinham planeado ler 10 livros e acabaram a ler 50 e os que não estão orgulhosos porque tinham planeado ler 50 e acabaram a ler 10...Os leitores conseguem complicar muito as suas vidas, como também se pode ver pela multiplicação de planos e desafios para 2018. Alguns são giros, mas outros são insanos: livros cujo o título seja uma aliteração, technothrillers, de culinária, sem palavrões, com um plot twist, com unicórnios azuis na capa...A vida é imprevisível: vocês não têm como saber se em Março a vossa percepção dos unicórnios não terá mudado completamente ou se em Outubro vocês não serão os únicos sobreviventes da invasão e encontram uma única estante só com edições da Anna Karenina quando o que tinham planeado ler era o D. Quixote. A única utilidade real destas contabilidades é podermos introduzi-las casualmente em conversas com quem não gosta de ler. Vamos sempre passar por grandes leitores, não importa qual seja o número que digamos, e por gente sem vida e isso é giro. 

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