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Desabafos Agridoces

"Not all girls are made of sugar and spice...Some are made of sarcasm and nothing is fine"

Desabafos Agridoces

"Not all girls are made of sugar and spice...Some are made of sarcasm and nothing is fine"

Book Lover Problems - XIX

 

Aquele momento em que uma pessoa vê bancas com livros - digamos que as bancas aparecem subitamente a meio do caminho - constata que os preços são bons e pensa: "sim senhor livros novos bem baratos podia levar um", mas então vê uma pequena secção de livros velhos e não consegue resistir. Não é culpa minha: mas quando têm aquelas capas duras com letras a dourado e estão assinados ou têm papelinhos por dentro...Aquele ar de já terem passado por muito. É por isso que a FL é uma espécie de paraíso, embora não tenha trazido muitos desta vez: há uma acção concertada das pessoas à minha volta para me encaminharem para livros em estado de conservação mais aceitável alegando sobretudo motivos de saúde. É melhor nem mostrar aquele estudo que diz que snifar livros velhos faz mal por causa dos germes. Sempre se pode optar pela velaa sweet, earthy smell with a hint of must. Também na versão livraria: cozy and sweet blend of earthy tones, with notes of timber, driftwood, and hazelnut cappuccino. Apetece-me encomendar meia dúzia, na boa. 

Cinco anos de Desabafos!

 

Então é isto: este blog faz cinco anos. Na verdade já fez a semana passada, mas não me lembrei. Meia década...Nada mal. Nunca fiz planos antes nem faço agora: enquanto tiver coisas para dizer e me divertir a escrevê-las vou mantê-lo, depois logo se vê. Também não pretendo ganhar nada, para além daquilo que já ganho: as vossas opiniões e as vossas estórias. É para isto que deve servir um blog em primeiro lugar, certo? Então, um obrigado a todos os que vão passando aqui e deixam palavras - serão sempre muito apreciadas. Obrigado também aos que vão visitando e favoritando, mesmo quando o fazem em modo anónimo e fico sem saber quem é para que possa retribuir. Não faz mal, é apreciado à mesma. Enfim, todos os que dedicam um pouco do seu tempo a vir aqui. E ao Sapo que agora até nos faz entrevistas quais vedetas - gosto mais de fazer entrevistas do que dar, mas foi giro. Não parecendo uma pessoa habitua-se a isto de blogar. E fazendo as contas: blogs que vão, anúncios de casórios, aumentos de família, blogs que voltam...E eu aqui a tentar não deixar as peúgas espalhadas pelo chão. Fiquem ligados para acompanhar os meus progressos nesta área, para o que mais aí vier e: 

 

Então, as últimas leituras

 

Como disse num post anterior nada como ficar um tempo sem net para perceber o real valor da palavra impressa. Creio que um dia quando der um trangolamango ao mundo as nossas maquinetas irão à vida mas os livros vão ficar. Dos que estão na foto: After Dark - gostei muito. É tão doce e bizarro. Além disso tem um motel do amor chamado Alphaville...Tão bom. Stolen Child é sobre uma super modelo a quem roubam a filha recém nascida: é razoável - bem escrito, sem drama em excesso. O melhor é o modo como algumas personagens falam: "none a yer bleedin´business" ou "i´m real sorry for ya"...É engraçado. Centelhas também não é mau: é sobre uma família que tem segredos e tal. Há um pedido de casamento feito em cima de um cogumelo gigante: eu aceitaria logo. Cada dia é um milagre foi um bocado decepcionante...Antes tinha lido um livro deste autor sobre um grupo de pessoas que vivem numa lixeira - O Olimpo dos Desventurados - e fiquei bem impressionada, mas não consegui ligar-me à estória deste. Meh...Houve dois que gostei muito e que não ficaram na foto: A Eternidade Não é Demais de Francois Cheng que em inglês tem este título maravilhoso: Green Mountain, White Cloud: A Novel of Love in the Ming Dynasty. A estória de dois amantes que as convenções da época impedem de ficar juntos mas cuja ligação não esmorece com o passar das estações. Cada vez que olham um para o outro é quase como se fosse uma experiência religiosa...É lindo, profundo e cheio de sabedoria. Mais um para lista das releituras. 

 

O outro que merece referência é um YA. Escreve-se tanta porcaria neste género que quando se encontra algum que presta fica-se tipo this is real life? É assim: a América está dominada por uma seita que diz que os fiéis vão ser arrebatados e depois virá o fim do mundo. Nada que preocupe muito a nossa protagonista Vivian Apple até ao dia em que os seus pais se tornam crentes e posteriormente desaparecem sem deixar rasto. Não lhe resta senão ir à procura deles com a ajuda da sua amiga desbocada e de um possível namorado super fofo. Uma óptima estória, do tipo destópico - bem real, com muito material para reflectir (fanatismo religioso, tolerância, activismo...) e com detalhes entre o hilariante e o cínico - "Irmãos, os americanos foram escolhidos porque Deus ama o capitalismo!". E depois tipo: temos uma protagonista e uma coadjuvante e elas são badass...Num contexto onde as mulheres não são muito apreciadas se é que me entendem. Não é frequente num livro destes encontrar bons personagens especialmente meninas mas este tem - até o protagonista masculino consegue não ser irritante ou pretensioso. Há acção, cenas sérias e pouca lamechice: a estória não gira à volta disso. Até o final é bom, embora fosse melhor se não houvesse continuação. Agora tenho de acabar os que estão na mesa de cabeceira. 

Cinema & Coisas

Há uns tempos através de um artigo do Público encontrei um site chamado shit people say to women directors onde mulheres que trabalham na área do cinema contam o que já tiverem de ouvir da boca de colegas e patrões. Coisas como: "cala a boca, não aceito ordens de putas" - dito por um cameraman a uma produtora - "se queres mais dinheiro arranja um namorado rico" - a resposta que uma moça dos efeitos especiais levou depois de perguntar porque ganhava menos que os colegas - "o que faltava aqui era uma barra de pole dance" - dito por um tipo ao entrar numa sala onde estavam produtoras reunidas -  adorável não? Ou ainda bocas subtis como: "só a contratei para ver se os pelos da vagina dela eram da mesma cor do cabelo" ou "a sua proposta de documentário é muito interessante mas o que eu gostava era de foder consigo". Se tivéssemos que listar as industrias mais sexistas teríamos de colocar o cinema e TV num lugar bem elevado - em termos de respeito, justiça salarial e diversidade. Ainda bem que actrizes conhecidas têm vindo a público afirmar isto mesmo. Ora, acabo de encontrar mais um site giro: casting call woe - exigências reais de equipas de casting. Inclui coisas como: "não pagamos mas o gin é à descrição" e ainda requisitos que dão que pensar:  

 

 

  Pois é...

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