Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Desabafos Agridoces

"Not all girls are made of sugar and spice...Some are made of sarcasm and nothing is fine"

Desabafos Agridoces

"Not all girls are made of sugar and spice...Some are made of sarcasm and nothing is fine"

Sobre pessoas corajosas

O nosso pior inimigo somos nós próprios. Frase batida, mas verdadeira. O ser humano tem uma incrível capacidade de auto destruição, conseguindo torturar-se ao ponto da loucura. É uma característica geral presente em todas épocas, no entanto tem me parecido que as mulheres se saem melhor a este nível...talvez por sofrerem uma maior pressão ou por terem maior consciência de si próprias e há um pensamento em especial que considero altamente destrutivo: o de nunca sermos suficientemente desejáveis. Ou porque temos peso mais, altura a menos, borbulhas, varizes, um nariz torto...Nunca somos suficientemente bonitas. Nunca somos suficientemente nada...Quem nunca sentiu isto? Basta ligar a televisão: é tudo tão perfeito e glamoroso não é? Ou conversar com alguém: vê lá se te cuidas, se não ninguém te pega. Quando oiço isto lembro-me sempre de bibelots numa montra. É isso que somos? O pensamento de que nunca ninguém vai gostar de nós porque somos assim ou assado é altamente corrosivo, assalta todas as manhãs, todas as vezes que se sai á rua ou que se conhece uma pessoa nova. E vocês acabam por evitar sítios onde os outros possam ver os vossos defeitos. Não há auto-estima que resista a este género de pensamentos todos os dias. É especialmente arrepiante ver miúdas de treze ou catorze anos a pensar assim...Não está certo. Mas falar é fácil, encarar o espelho é que é difícil...

 

Isto era algo sobre a qual eu queria escrever, mas também vem a propósito de uma noticia que achei e que é daquelas que nos consegue por um sorriso no rosto, pelo menos a mim pôs. O título é fantástico por si só: Plus-Sized Woman Shows of Her Curves In A Bikini On Hollywood Blvd. Los Angeles é um sitio que associamos imediatamente a gente rica e a corpos magros e perfeitos...Ora para combater esta obsessão com a perfeição e para promover a aceitação de todos os tipos de corpo uma rapariga de vinte anos, Amani Terrell, decidiu passear pelas ruas em biquíni não obstante o seu peso a mais. A sua confiança é notável, como se pode confirmar no vídeo abaixo, e a sua reacção aos comentários negativos também.  Eu só gostava de ter metade desta coragem. Nem na praia me dispo quanto mais em plena rua...

Sobre aprender

 

Há dias estava a vasculhar umas coisas num móvel e encontrei os dossiês de um projecto que fiz no secundário. Acho que já falei dele aqui, foi o projecto que deu origem ao outro blog que tenho aqui no Sapo. Ora, estava eu a folhear aquilo (oh a nostalgia...pior que teia de aranha. Agarra e já não descola) e comecei a pensar se entre as muitas cadeiras que os miúdos têm agora, há alguma que ensine precisamente isto, a criar um projecto sobre qualquer tema de raiz, a planear, dividir tarefas, enfim coisas práticas deste género. Que não seja só teoria e mais teoria. Acho que não há ainda por cima as cadeiras de Área Projecto (que foi a cadeira para a qual fiz o projecto), Formação Cívica (coisinha mais inútil não é?) vão ou já foram para o galheiro. Antes já tinha feito trabalhos e assim mas este foi o único que me ocupou o ano todo e que teve verdadeiramente pés e cabeça...

 

Quando fui altura de o começar fiquei em pânico. E agora como vamos desenvolver isto? Tínhamos prazos a cumprir, materiais que tínhamos de arranjar e depois datar e arquivar para construir um portfolio...Parece muito básico visto assim, mas na altura parecia que estávamos, eu e o meu grupo que eram tipo mais duas pessoas, a atravessar o Cabo das Tormentas. As aulas eram livres e podíamos fazer qualquer coisa que quiséssemos relacionada com o projecto, vai daí arranjei um caderninho e antes de cada aula fazia um plano de trabalho. Depois á chegada dividíamos as tarefas ou fazíamos alterações consoante a disposição do momento. Ás tantas tive que começar a fazer também um plano alternativo levando em contas as hipotéticas dificuldades que podiam ocorrer tipo não haver computadores disponíveis ou assim. Fizemos uns cartazes catitas, uns folhetos para distribuir igualmente catitas, falamos com pessoas...uma trabalheira.

 

Ás vezes eu parecia um general a dar ordens, tenho de admitir. Se fosse agora havia uma quantidade de coisas que fazia de outro modo. Anyway...Sem ter escrito uma única linha de matéria acho que aprendi bastante. Infelizmente, os miúdos são formatos pelo modelo tradicional: professor num estrado a debitar factos. Depois quando se tentam fazer aulas mais flexíveis é o caos, ninguém sabe para onde se virar...Pelos menos as minhas aulas deste género acabavam assim muitas vezes. Mais tarde na faculdade também me deparei com este problema: éramos tão dependentes que passávamos a vida a mandar emails aos professores a pedir esclarecimentos e a confirmar datas. Sobre coisas bem óbvias, e se fizer assim e se colocar este título e se não me responderem daquela entidade (como é difícil contactar entidades governamentais neste país...A sério) o que faço...Se as regras dos trabalhos não estivessem completamente explícitas gerava-se logo a dúvida que depois levava á confusão e ao bloqueio. A primeira vez que somos atirados aos lobos não é fácil...

 

Acho que existem muitas formas diferentes de aprender. Nem sempre estar dentro de uma sala de aula a ouvir alguém falar é a melhor solução. Mas qualquer projecto paralelo ou qualquer coisa que se queira fazer para complementar o que vem nos manuais exige esforço, tempo e é muitas vezes impossibilitado por turmas de trinta alunos e quilos de matéria...No secundário, por causa dos exames nem tempo havia para vermos um mísero filme. E será que que os miúdos ainda fazem uns passeios? Sempre se aprende algo, além de serem óptimos para reforçar as relações humanas. já nem deve haver orçamento para isso...Não creio que exista conhecimento inútil, mas a forma como é dado acaba por tornar muitas coisas inúteis e quase odiosas. Enfim...Ensino mais retrógrado. E ainda querem por os putos a ter mais horas de aulas e a fazer exames cada vez que espirram...

Atracção pelo mar

 

No último Domingo fui a uma praia aqui da zona e fiquei espantada com a quantidade de gente que lá estava. Já havia algumas pessoas deitadas em toalhas, não obstante o mar ter levado a areia e deixado em substituição calhaus de todos os tamanhos e feitios, mas a maioria estava vestida em actividades diversas: passear os bobis (embora seja proibido), ler (tipo eu), merendar, brincar com os miúdos na areia, meditar ou molhar os pés naquelas frias águas atlânticas. No topo das escadas que dão acesso á praia havia também imensa gente...Aquilo ainda custa um bocado a subir, por isso há pessoal que prefere só contemplar de cima seja a paisagem ou as moças em topless...Nada contra. Eu também gosto de contemplar os surfistas. Anyway, não tenho explicação para este fenómeno de as pessoas correrem para ao pé do mar assim que faz um bocadinho de sol. Até quando não faz...É como se fôssemos caracóis, metidos na casca pelo tempo inclemente, que depois nos esticamos para fora para aproveitar a benesse dos céus. A verdade que apesar de tudo o sol parece contribuir para o bom humor geral, assim como estar perto do elemento líquido. Será que as pessoas se suicidam mais em certos países porque lhes falta o sol? Pode ser um factor...Eu não gosto muito de calor, mas adoro a proximidade com o mar e não sei se conseguia viver longe dele...Pelos vistos não sou a única. Como explicar esta atracção milenar pelo abismo?

Quem Escreve...

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Avisos

As opiniões sobre livros e afins podem conter spoilers. Comentários agressivos ou insultuosos não serão aprovados. Este blog não adopta o novo acordo ortográfico

Calendário

Abril 2014

D S T Q Q S S
12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
27282930

Sumo que já se bebeu

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2010
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D

A dona lê

Tem Reclamações a Fazer?

Já visitaram o estaminé

subscrever feeds