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Desabafos Agridoces

"Not all girls are made of sugar and spice...Some are made of sarcasm and nothing is fine"

Desabafos Agridoces

"Not all girls are made of sugar and spice...Some are made of sarcasm and nothing is fine"

Desafio: the opposites book tag

No fim de semana fui ao blog da Rita Alves, a game of books, que esteve destacado e "roubei"o the opposites book tag. Consiste em escolher livros que sejam opostos consoante a categoria. Deu um bocado de trabalho andar a tirar os livros da estante, mas é giro. Cá vai:

 

1º O primeiro livro na tua colecção e o último livro que compraste

 

 

Não sei se a Patrícia foi o primeiro livro da minha colecção, mas foi certamente um dos. Li-o tantas, tantas vezes que há partes que ainda sei de cor...

 

2. Um livro barato e um livro caro

 

 

22 e 2 euros respectivamente

 

3. Um livro com um protagonista masculino e um com uma protagonista feminina

 

 

Georges Du Roy e Becky Sharp

 

4. Um livro que leste rápido e um livro que leste devagar

 

 

A Ada foi o livro que demorei mais tempo a ler: cinco meses mais ou menos. Além do tamanho considerável, lia duas vezes cada capítulo e investigava o que não conhecia tipo anagramas, significados de palavras....A primeira leitura era para me inteirar do assunto e a segunda era para tomar notas e tentar analisar certos trechos. Não foi fácil, mas valeu apena, é um dos meus livros preferidos de sempre. Antes de Adormecer é um Thriller que devorei em dois dias

 

 5. Um livro com capa bonita e um com capa feia

 

 

Gosto das capas dos livros do Murakami. Simples, mas bonitas. Já a capa do Cavaleiro de Bronze acho medonha: os brilhantes, a imagem, o título, até a sinopse é péssima. Só a história é que não

 

 

Segunda feira: boas intenções

(Georgina Horne)

 

Estou a tentar começar a semana sem pensamentos destrutivos: tenho os meus livros, comecei na sexta um óptimo da qual depois falarei, tenho um tecto, o sol brilha, tenho a minha música, posso ser o que quiser. Sempre tive um fascínio por pin-ups...Tenho umas quantas fotos do género numa pasta no pc, especialmente a preto e branco. Gosto de cenas antigas...Outra coisa que eu curtia, além de ser uma pin-up, era estar numa tribuna a dar ordens como um comandante minúsculo (só tenho um 1,50 por isso...). As pessoas estariam alinhadas á minha frente e eu diria: então agora vamos todos dançar like crazy people ou oreos á descrição para todos! E se as pessoas me desobedecessem seriam atiradas para uma piscina cheia de cachorrinhos...Ok, talvez não possa ser absolutamente tudo o quiser...É pouco provável que vire modelo ou vá governar um país, mas percebem a ideia. Não tenho de andar de cabeça baixa na rua, não tenho de me preocupar com a opinião dos outros...Mas é mais fácil dizer do que fazer. Vamos ver como é que as coisas correm....Boa semana para todos.

 

Cega, surda e muda


 

Há uns tempos estava a navegar por um daqueles sites de humor meio ridículos e que são óptimos para matar o tempo e uma moça qualquer fez uma piada sobre estar com o período já não sei o que era mas os comentários a seguir eram todos do género ewww, que nojo, cala-te...Tipo, o problema não era a piada ser estúpida entendem? Era o tema. Fiquei a pensar...Uns podem falar dos seus namoros com a mão direita, ou esquerda, e outras cenas do mesmo calibre e toda a gente se ri mas se eu fizer uma piada sobre tampões toda a gente acha nojento?

 

Entretanto esqueci o assunto, mas voltei a lembrar-me dele quando estava a ouvir uma música da Lily Allen, bem ácida como de costume, e onde ela diz ás tantas: "Periods, we all get periods Every month, that's what the theory is, It's human nature, another cicle..." e apareceram logo umas criaturas acéfalas a dizer que era um nojo ela falar sobre isso. Apeteceu-me então discorrer sobre assunto e o que acho é isto: ninguém tem o direito de me fazer sentir nojenta ou repugnante por uma coisa que nem sequer escolhi e que é normalíssima. E mesmo que estes exemplos sejam parvos até porque já se sabe como é a internet há muita coisa subjacente que é preocupante...

 

De facto, apesar de estarmos no século XXI continua a persistir aquela mentalidade que uma mulher deve ser o mais calada e quieta possível: não digas, não olhes, tapa-te o mais possível (como se fosse um pecado ter mamas ou curvas...) porque já sabes se alguma coisa correr mal a culpa vai ser sempre tua. E não gostes, porque senão és logo rotulada como puta. Conhecem aquela piada: como se chama uma mulher que gosta de sexo? Ninfomaníaca. E um homem? Homem. É...A sexualidade feminina continua a ser um tabu ao que parece.

 

Parece mal falar disso, então ignora-se como se não existisse. Como se fosse uma coisa da qual nos devêssemos envergonhar. Desejo quando é numa mulher parece ser sempre algo de pecaminoso... O sentimento de vergonha é das piores coisas que se pode incutir a alguém. É altamente corrosivo. Mas, inconscientemente ele continua a ser incutido ás jovens. Não é só o não olhes ou o não digas é todo um código de comportamento. Uma vez entalei-me e disse um palavrão e a pessoa que estava comigo ficou muito chocada porque as meninas não dizem essas coisas. O que acho é que ninguém devia regularmente (as vezes não dá para evitar não é?) dizer palavrões porque é uma falta de respeito, não uma coisa que eu não devo fazer porque nasci com um pipi.

 

A nível sexual é mesma coisa: não mostres, não partilhes, guarda numa caixinha para quando o príncipe te vier buscar á prateleira. Como li algures já não sei onde, continuamos a policiar as raparigas e a julga-las sem complacência quando o seu comportamento se desvia. Claro que não concordo com tudo o que vejo por aí, mas o que é irritante é as coisas serem certas para uns e erradas para outros. Como naquela cena clássica: pai posso trazer a minha namorada para jantar? e o pai responde que sim, mas se for a filha vai buscar a caçadeira. Não só se ensina as miúdas a ter vergonha de si próprias como também ninguém as ensina a defender. Alguém te partiu coração? vai para um canto, chora e pensa no que fizeste de mal para a coisa não resultar.

 

Estas formas de diferenciação estão por todo o lado e são bastante insinuantes. Lembro-me, por exemplo, de um post que vi no blog Pais de Quatro sobre a descriminação na sinalética...Nunca tinha sequer parado para pensar nisso. E há muito mais...Já reparam em muitos dos anúncios a perfumes e cremes que passam na televisão? É do género: use isto não para sentir bem consigo própria mas porque assim vai atrair uma horda de gajos. Porque uma mulher que se sente perfeitamente bem consigo é...Pois. Anyway são apenas as minhas divagações sobre o assunto.

Como celebrar o dia do livro

Descobri que hoje é dia mundial do livro...Confesso que não sabia ou se sabia não me lembrei, a não ser quando entrei agora no Sapo (que destacou o post anterior, como fofinho que é). Sou péssima em efemérides. Talvez devesse escrever um texto sobre o assunto, mas a verdade é esta: o meu dia do livro é todos os dias (e alguma noites) desde que nasci. Quer dizer ler a sério foi só para aí aos seis anos, mas a minha diz que quando eu era ainda meio bebé ela me sentava no chão com um livro ou uma revista e eu ficava a ali a folhear tempos infinitos. Não me lembro, mas não vou duvidar. Portanto, acho que não preciso de um dia especifico. E eis outro facto: não me apetece escrever nada de muito longo aqui, porque me apetece precisamente ir ler. Ainda tenho a Anna Karenina para acabar e mais dois o que não é muito, mas entretanto descobri que consigo ler em pdf e é todo um mundo novo. Portanto acho que vou celebrar o dia da melhor maneira possível. Boas leituras a quem passar por aqui! E quem não gosta vai sempre a tempo...

 

Como irritar uma leitora

 

O ano passado comprei um livro que era o primeiro de uma trilogia. Normalmente não compro livros que fazem parte de séries. Não tenho paciência para esperar que o autor se lembre de escrever o resto, que a editora se lembre de publicar e depois posso não ter dinheiro...As séries, especialmente aquelas mais longas, exigem um certo nível de compromisso, e eu não aprecio isso. No entanto trouxe aquele livro, li, gostei e fiquei a aguardar pelo segundo volume. Ora, assim que soube que ia ser lançando comecei logo a fazer planos para o comprar. Também tenho direito a uma pequena extravagância de vez em quando...Mas entretanto descobri através da blogosfera literária algo inquietante: ao que parece o livro foi lançado sem os capítulos finais. Fiquei tipo wtf? Não percebi ainda o que será feito desses capítulos, se foram eliminados (já não era a primeira vez que uma editora se lembrava de cortar á história), se vão ser incluídos no terceiro volume ou se vão formar outro livro...Inclino-me fortemente para a terceira hipótese. É uma trilogia no original mas a editora vai desdobrar em quatro e provavelmente vai cobrar um preço insano por eles. Acho uma chulice e não vou comprar - pagar dezassete ou dezoito euros por um livro que nem está completo?

 

Irrita-me isto de as editoras portuguesas venderem livros aos quartos. Aconteceu com as Crónicas do Gelo e do Fogo: aquilo são cinco livros no original, em português já perdi a conta. O 1Q84 do Murakami são dois e não três. Se estiver enganada corrijam-me, de qualquer o que não faltam são exemplos. É ridículo...E já não basta publicarem assim como a maior parte das traduções deixam a desejar. Atenção que eu não disse que são todas porque há de facto editoras que demonstram brio no que fazem mas outras...Até não ligo muito a pequenos erros, especialmente desde que comecei a ler edições mais baratas tipo as da book.it que não são nenhum primor, mas nem seis euros custam...Agora se pago vinte euros por um livro o mínimo é ter sido revisto. É que não é uma vírgula no sitio errado ou uma falta de acento. São letras "comidas", frases sem sentido...Num dos livros da Jodi Picoult que tenho traduziram á letra o termo Grilled Cheese...Sim, a personagem vai a um café pedir um queijo grelhado. E eu fiquei tipo como é que se grelha um queijo? Derrete! Se ainda fosse panado...Enfim, bastava colocarem as palavras no google para perceberem que era uma tosta de queijo. E no livro que estou a ler agora traduzirem á letra cheesecake. A personagem tira um bolo de queijo do congelador...Tudo bem que se perde muito numa tradução, é normal. Não deve ser canja traduzir os Irmãos  Karamázov do original (acho que nem há...), mas também não é razão para se fazer um trabalho medíocre.

 

Sem falar dos preços claro...Quem pode pagar vinte euros por um livro sempre que lhe apetece? Se em alguns casos até se pode vagamente compreender, noutros...A edição do Admirável Mundo Novo que anda  para aí custa 17 euros e não é propriamente um calhamaço. O Triunfo dos Porcos também custa isso, não sei porque razão. Nem chega ás duzentas páginas e é uma edição perfeitamente normal. Eu que gosto de clássicos e romances históricos então estou sempre tramada...Face a isto não é de admirar que quem posso prefira comprar no original, ou que se arranjem os livros por outros meios. Estas editoras agastam um leitor.

Dilemas Literários

(uma tarde bem passada...)

 

Já cheguei a meio da Anna Karenina, ou melhor, já passei do meio e agora deparo-me com um dilema: quero acaba-lo, por causa de saber o fim (embora em traços gerais já saiba) e também porque tenho outros livros para ler...Mas por outro lado não quero. Não que não esteja a gostar, pelo contrário...Estou a gostar tanto que não me apetece acabar. Nas várias opiniões que encontrei por aí, muita gente dizia que era aborrecido e tal mas sinceramente não acho...até me tenho rido bastante. Assim estou num pequeno dilema de booklover: deixo-me de pieguices e acabo o livro ou deixo-o a marinar mais uns tempos? Também podia pegar num dos outros livros que também estou a ler...Só que um não me está a prender nada e o outro está em stand by pelo mesmo motivo. É difícil uma pessoa desligar-se assim das histórias e das personagens...Talvez vá á estante buscar outro. Não tarda nada tenho uma pilha de livros da altura do Evereste na mesa de cabeçeira...Ai ai.

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