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Desabafos Agridoces

"Not all girls are made of sugar and spice...Some are made of sarcasm and nothing is fine"

Desabafos Agridoces

"Not all girls are made of sugar and spice...Some are made of sarcasm and nothing is fine"

A prepósito da Páscoa...

Há um bocado estava a ouvir um padre na tv a falar da Páscoa e lembrei-me de um excelente livro que combina bem com esta época...Talvez não, mas eu gosto de coisas subversivas. Como abrir uma chocolataria em plena quaresma numa catolicíssima aldeia francesa, espalhando confusão, sonhos e chocolate pelas austeras ruas empedradas. Actualmente estou a ler o terceiro da trilogia que embora tenha trufas (e uma deliciosa descrição de como se faz compota de pêssego) bem como umas pitadas de magia não é tão bom quanto este...

 

 

Quando clico aleatoriamente em vídeos no youtube - I

Oiço quase sempre a mesma coisa quando estou no Youtube. Chego até a ouvir a mesma música várias vezes seguidas até á exaustão, mas ás vezes dá-me para clicar em vídeos ao calhas. Geralmente arrependo-me e volto o mais rápido possível atrás outras vezes descubro coisas que gosto e que passam para a playlist. Esta música descobri assim...Não é nada de especial, só que este tempo faz-me ficar deprimida e faz-me gostar de coisas estranhas...

 


You don’t want me, no
You don’t need me
Like I want you, oh
Like I need you

And I want you in my life
And I need you in my life

You can’t see me, no
Like I see you
I can’t have you, no
Like you have me

And I want you in my life
And I need you in my life

Love
Love
Love 

You can’t feel me, no
Like I feel you
I can’t steal you, no
Like you stole me

And I want you in my life
And I need you in my life

La la la la 
La la la la 

La la la la 
La la la la

Inspira-me: o primeiro livro...

...que despertou o seu interesse pela leitura. 

 

Não faço a mínima ideia...Eu já nasci a gostar de livros. Cada um tem as suas pancadas e esta minha vem mesmo de nascença. Quando era bebé a minha mãe sentava-me no chão com os livros de cozinha dela, que eram os únicos que havia em casa, e eu ficava tempos infinitos a folheá-los. Mais tarde comecei a decorar as histórias que me liam e a recita-las para as visitas que ficavam a achar que eu era um prodígio. Mas, para aí aos cinco ou seis anos aprendi realmente a ler. A partir daqui as coisas evoluíram naturalmente: comecei pelos livros de aventuras e juvenis depois passei para os romances quando tinha ai uns treze, lá para os dezassete descobri os clássicos... 

 

De facto, não posso dizer que tenha havido uma numa altura em que não lia e uma altura em que passei a ler...Sei que isso acontece com algumas pessoas, por exemplo, começaram por ler o Harry Potter e depois tornaram-se leitores assíduos ou que porque encontraram alguém que os motivou algures no seu percurso, mas para mim não há essa fronteira. É mais uma linha contínua com alguns pontos de viragem pelo meio. Mas claro que houve alguns livros que me marcaram quando era jovem e tinha sonhos, como diz o outro...

 

 

 

Os meus livros d´Os Cinco, O Colégio das Quatro Torres, Os sete...Quando milhões de crianças Enid Blyton já não fez feliz? Também livros da colecção Uma Aventura e da Disney lá atrás (não tenho espaço na estante por isso tenho de fazer duas filas...). Ao lado Alice Vieira; Sophia de Mello Breyner Andresen e os maravilhosos sonetos da Florbela Espanca, lidos quando tinha treze anos. Memórias, memórias...

Uma pequena porção de Inferno...

É isto: passar quinze dias a estudar Economia. Deixar de ler, de sair e até de dormir para estudar. Fazer 2189 gráficos e 3589 exercícios de cálculo, gastar tantas folhas que dariam para plantar outro pinhal de Leiria. Fazer. Corrigir. Fazer de novo. Fazer corrigir fazer de novo. Fazercorrigirfazerdenovo. Sufocar até á hora do teste. Chegar á faculdade e descobrir que o teste vai começar vinte minutos depois da hora. Sufocar mais um bocadinho. Entrar, sentar e esperar que o professor venha com os testes da reprografia. Questionarmo-nos mentalmente se a reprografia se deslocou para madrid ou se é dos nervos que o tempo não passa. Começar a escrever com grandes certezas...Esta porra até parece fácil. Para chegar á parte dos cálculos e morrer. Não por fora, por dentro como naquela música do Abrunhosa. Mas primeiro a anestesia. Aqueles segundos de esperança em que ainda achamos que vamos conseguir resolver aquilo. E morremos mais um bocadinho ao constatar que nunca fizemos aqueles exercícios em casa. Nunca daquela maneira. Tentar desesperadamente resolver os exercícios pela maneira que estudamos, sem sucesso.  Amaldiçoar o facto de o vosso cérebro ser 99% raciocínio abstracto e 1% raciocínio lógico. Constatar que até este 1% vôs abandonou. Entrar em pânico na meia hora final. Entregar e sair da sala com a nítida percepção que todo o esforço o vosso esforço foi inútil. Todas as horas em que não saíram, não leram, não dormiram para estudar foram pelo esgoto. Chegar a casa e dormir para não pensarmos mais no facto de sermos o maior falhanço da galáxia. Pensar que existem coisas piores no mundo. De facto há uma pequena probabilidade de eu estar a exagerar...Tenho de aproveitar enquanto ainda não se paga imposto por isso. 

Das comportas...

Não sou pessoa de me comover facilmente. Não que seja insensível, simplesmente ficar de lágrima ao canto do olho por qualquer cena lamechas ou porque o noticiário está a passar imagens de famintos (fazer um choradinho para quê? não vamos continuar a comer a seguir? Somo todos uns hipócritas no fundo), não é a minha praia. Mas há alturas em que as comportas se abrem e não há nada que eu possa fazer. Há uns tempos li algures, não sei onde ou em que contexto, que uma mulher deve mimar-se com uma boa choradeira a cada ciclo lunar. Concordo! Eu mimo-me com várias e pelos motivos mais aleatórios: Um final lame dos casos arquivados (ou de qualquer série praticamente. Haviam de me ver na final da terceira temporada do Sobrenatural...), uma música qualquer, ir á cozinha e não encontrar chocolate, estar a chover (mas se estivesse a fazer sol era a mesma coisa), ter de estudar...Não é fácil, mas suponho que todos temos de tirar a armadura de vez em quando...De maneira que: 

 

 

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