Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Desabafos Agridoces

"Not all girls are made of sugar and spice...Some are made of sarcasm and nothing is fine"

Desabafos Agridoces

"Not all girls are made of sugar and spice...Some are made of sarcasm and nothing is fine"

Cães Perigosos?

 

Os ataques de cães a pessoas volta e meia são notícia, especialmente se forem cães considerados potencialmente perigosos, e fazem correr muita tinta. O caso mais recente foi o da menina morta por um dogue argentino no Porto. Claro que as reacções não se fizeram esperar e como sempre as pessoas caem em extremos e há até quem ache que devíamos começar uma espécie de caça às bruxas.

 

Enfim, eu que os cães são o reflexo do dono. Se uma pessoa não tiver pulso e não souber educar o cão é óbvio que as coisas não vão correr bem. Todos os dias vejo pessoas a passear cães histéricos, que vão sempre à frente a puxar trela, rosnam a quem passa ao lado...Há quem  ache que os cães são bibelots que não precisam de ser educados...Depois não é de admirar que não tenham mão neles. Também observo o oposto, embora seja menos frequente: cães obedientes e bem sociabilizados. Por mais que tentemos humanizar um cão é sempre um cão...se o dono não se souber impor o cão ocupa o lugar de líder e pode tornar-se dominante e possessivo. Antes de adquirir qualquer cão, as pessoas deviam pensar se vão ter tempo e disposição para o treinar devidamente.

 

Para mim, o problema está quase sempre não no animal que vai à trela, mas naquele que segura a trela. Na notícia em causa não consegui perceber se os cães estavam no terraço por causa das crianças, ou se era hábito estarem lá fechados. Gostava de saber que espécie de estímulo físico e mental era dado a estes dois cães...Não sou especialista obviamente, mas acho ter dois cães de porte grande muito exigentes a nível de exercício fechados é meio caminho andado para a desgraça. Não sabemos se foi este o caso, mas infelizmente é muito comum isto acontecer. A propósito do ataque de um rottweiler lembro-me de dizerem "ah e tal soltou-se da corrente...". Um rottweiler preso a uma corrente?? Acho uma falta de consciência tremenda as pessoas adquirirem um cão de raça sem se informarem sobre as necessidades dessa mesma raça.

 

Mas então e os genes pensarão algumas pessoas? não são estes cães tendencialmente mais agressivos do que os outros? Eu não concordo com nenhum dos extremos, ou seja, nem com aquele extremo do "estes cães são umas feras, deviam ser todos proibidos", nem com aquele do "estes cães são anjinhos que mordem ninguém". De facto, estamos a falar de raças desenvolvidas para lutas e que são dominantes e territoriais. Eu nunca teria um cão destes porque sei que não tenho pulso suficiente. Mas há quem não tenha essa consciência e apenas queira um cão destes por causa do status e da aparência.

 

Há cães que não são para todas as pessoas e estes não são certamente para pessoas inexperientes, com falta de pulso ou sem tempo para investir num bom treino. Claro que podem matar...Quando nas mãos das pessoas erradas. As facas não são um perigo nas mãos de pessoas sensatas que as usem para cortar a cebola para o estrugido, mas nas mãos de um maníaco...Pode parecer um exemplo ridículo, mas eu vejo assim. Já nem falo da lei: porque é que os cães são abatidos e o dono só tem de pagar uma multa, ficando livre para arranjar outro cão? 

 

No caso desta notícia em concreto, houve muita coisa que ficou por explicar: porque é que as crianças estavam sem vigilância? Todos sabemos como são as crianças: puxam, dão gritinhos...E também sabemos como são os cães: animais irracionais que reagem por instinto. Os cães conheciam a criança? Estamos a falar de cães territoriais e como tal podem ter visto a criança como uma ameaça. Algo se passou naquela sala que resultou na morte de uma criança e no trauma de outra...Lamentável. 

D.Dinis, A Quem Chamaram o Lavrador

 

 

D.Dinis, A Quem Chamaram o Lavrador de Cristina Torrão

Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 416
Editor: Ésquilo
Preço: 19,80€
 

Todos nós conhecemos algo sobre D. Dinis: que foi o sexto rei de Portugal casado como Isabel De Aragão, mais tarde tornada santa, que mandou plantar o célebre pinhal de Leiria ou que fundou a primeira universidade. Talvez alguns se recordem das Flores de verde pino, ou outras cantigas daquele que também ficou conhecido como o rei-poeta. Tudo isto vem nos livros de História, juntamente com mais uns quantos factos e uma infindável lista de datas. Ora, Cristina Torrão dá-nos uma visão diferente deste monarca: ela tira-o do pedestal e atribui-lhe uma dimensão humana.

 

Esta é a principal qualidade do romance: a transformação das figuras históricas que todos conhecemos em pessoas, que até se assemelham a nós em certos momentos. Mais do que um rei, D.Dinis era um homem que além do governo da nação também tinha que se debater com problemas comuns…Assim, mais do que factos impessoais a autora dá especial destaque à esfera privada de D.Dinis: a relação conturbada com Isabel, tão ascética e tão pouco dada aos prazeres da vida, a relação com o irmão sempre a cobiçar-lhe o trono…Uma verdadeira trama familiar descrita com grande sensibilidade. Alguns trechos são particularmente comoventes, por exemplo, o encontro de D.Dinis, ainda criança, com o seu avô Afonso X em Toledo ou a chegada de Isabel a Trancoso com apenas doze anos, mas de cabeça erguida “como se passeasse todos os dias pelo Castelo de Trancoso”.

 

Isabel desce também um pouco do pedestal de Santa é retratada como uma mulher que apesar de tentar suportar tudo com penitência também sente ciúmes e se enfurece, especialmente quando vê que o filho não recebe aquilo que lhe devido…Como qualquer mãe. Muito interessante a recriação do milagre das rosas: em frente a um grupo de mendigos Isabel pede que lhe cheguem o cesto do pão, mas por engano alguém lhe dá um cesto com rosas. Talvez mais credível que D. Dinis se ter postado em frente à rainha com um ar temível perguntando o que levava ela no regaço. O facto é que não existem bons e maus, como acontece na historiografia em que tudo parece muito linear (basta ver que na nossa história temos as rainhas “boas” e as rainhas “más”, por exemplo). Neste romance temos pessoas com várias facetas que enfrentam situações mais ou menos tensas. Temos personagens com profundidade e perceber isto torna a leitura muito agradável. Isto não quer dizer que a autora descure os factos, pelo contrário…Há bastantes pormenores históricos para serem assimilados, sobretudo no que toca à política. No entanto, a leitura nunca se torna maçuda. A autora consegue intercalar bem os momentos de decisão política com os momentos de foro mais pessoal. Da mesma forma há uma perfeita intercalação das várias facetas de D. Dinis: o lado de estratega com o lado boémio…As certezas com as dúvidas. Todos estes pormenores se tornam necessários para perceber o contexto em que o rei se move…Como tentar entender uma personagem se não se conhecer o contexto em que esta se insere? Assim, além de um retrato humano, Cristina Torrão fornece também um retrato de época marcado por guerras, tratados que se quebram e voltam a fazer, caminhos diplomáticos tortuosos.

 

Em suma, trata-se de um romance histórico onde o lado humano é o mais valorizado e por isso nos prende às suas páginas. Não estamos perante figuras distantes que sintam coisas que nos sejam desconhecidas. Estamos perante invejas, pequenos e grandes ódios, amores, traições…E quem não tem uma família que não dê dores de cabeça, nem que seja por uma vez? É realmente gratificante ler num romance sobre a nossa história, tão rica em toda a espécie de episódios dos trágicos aos caricatos. Em especial quando se trata de um romance de grande qualidade como este.

 

Inspira-me: Um desporto olímpico que goste de ver pela TV

Gosto de ver as provas de ginástica. Ainda ontem estive a ver os saltos na trave e fiquei boquiaberta...Como é que é possível elas darem três piruetas e aterrarem direitas em cima daquela barra tão estreita? Quando andava na escola eu tinha um medo terrível desta trave, por causa do meu medo das alturas e da minha total falta de equilíbrio...Achava que a qualquer momento podia cair dali de cima, bater com a cabeça algures e morrer. Talvez por isso não me deixo de surpreender com a leveza destas atletas e forma como elas fazem parecer tudo tão simples...Embora saibamos que são precisas muitas horas de treino e de sacrifício. No Domingo consegui ver a prova de saltos no cavalo, que acho que nunca tinha assistido. Não consegui foi ver a prova de ginástica rítmica que é aquela que é executada no chão com fitas e arcos...É lindíssimo! 

 

 (Jordyn Wieber)

 

(Catalina Ponor)

 

(a portuguesa Zoi Lima)

 

(Alexandra Piscupesc)

 

Primeira foto tirada do site uol olimpiadas 2012; segunda e quarta deste blog e terceira do site da RTP

Pág. 1/2

Quem Escreve...

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Avisos

As opiniões sobre livros e afins podem conter spoilers. Comentários agressivos ou insultuosos não serão aprovados. Este blog não adopta o novo acordo ortográfico

Calendário

Agosto 2012

D S T Q Q S S
1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031

Sumo que já se bebeu

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D

A dona lê

Tem Reclamações a Fazer?

Já visitaram o estaminé

subscrever feeds