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Desabafos Agridoces

"Not all girls are made of sugar and spice...Some are made of sarcasm and nothing is fine"

Desabafos Agridoces

"Not all girls are made of sugar and spice...Some are made of sarcasm and nothing is fine"

Novidades na Estante - VI

Compras de Dezembro

 

 

Este mês o único livro que comprei fui o Nome da Rosa de Umberto Eco. Já andava há imenso tempo para o comprar, mas todas as edições que encontrava custavam para lá dos 20 euros. Quando vi esta edição da revista Sábado no Déjá Lu por 6 euros decidi aproveitar. D. Dinis, A Quem Chamaram o Lavrador de Cristina Torrão ganhei no blog Dos Meus Livros. E veio com dedicatória da autora....adorei! Como Água para Chocolate ganhei no blog Ler é Viver. Por acaso li o livro há coisa de uns dois anos, mas não tinha nenhum exemplar meu. Para o ano há mais, assim esperemos.

45 days book challenge - dias 44 e 45

 

 

Dia 44 – Último livro lido

 O Signo dos Quatro de Conan Doyle (das aventuras de Sherlock Holmes)


Dia 45 – Próximo livro a ler

 Ainda não sei...só costumo decidir na hora

 

E assim termino o 45 days book challenge. Gostei bastante de fazer este desafio, pois "obrigou-me" a ir à estante pegar e folhear alguns livros que já há bastante tempo que não eram abertos, além disso algumas perguntas fizeram-me realmente pensar....enquanto outras não achei que tivessem sentido. Acho que se fosse fazer o desafio de novo as respostas seriam todas as diferentes, pois estamos sempre a ler novos livros que mudam a nossa forma de pensar.

 

45 days book challenge - dia 43

Dia 43 – Livro que marcou a infância

 

 

Os livros de Sophia de Melo Breyner Andresen

 

o meu preferido é O Espelho ou o Retrato Vivo, um conto incluído no livro A Árvore que é lindíssimo, mas no geral eu gosto de todos (falta ali o Cavaleiro da Dinamarca). Outros livros que me marcaram quando era pequena foram: Os Cinco, Caderno de Agosto de Alice Vieira, A Menina dos Fósforos e Mulherzinhas de Louise May Alcott...

 

Inspira-me: palavras marcantes do ano

Seguindo a sugestão do Sapo escolhi algumas palavras marcantes do ano para mim. Ora, a primeira é Perda, porque a minha cadela morreu no início do ano com doze anos. A segunda é surpresa porque quando pensava que não ia ter mais animais aterraram-me cá em casa (literalmente) uma caturra e um papagaio que fazem mais barulho do que alguma vez a minha cadela fez que coitada ladrava todo dia, para mau grado da vizinhança. A terceira seria começo, pois ganhei uma sobrinha em Julho e que portanto está na altura em que faz muitas gracinhas. A quarta é descoberta, pois fiquei a conhecer um monte de escritores este ano e considero que li livros fantásticos.

 

A quinta é preguiça, pois embora tenha gostado muito da maior parte dos livros que li, já não leio à mesma velocidade que antes ou pelo menos este ano não li. A sexta é blog....aqui o estaminé fez um ano! é extraordinário, tendo em conta que o abri porque estava entediada no Verão. A sétima é esforço, porque incrivelmente já estou quase a acabar a faculdade. A oitava é incerteza, pois já estando na recta final do meu cursinho, é preciso tomar decisões. A nona é crise, porque de uma maneira ou de outra todos a sentimos infelizmente. A decima e última é família, pois passou mais um ano e continua-mos a aturar-nos uns aos outros.

 

E pronto...Que venha 2012 {#emotions_dlg.beer}

Uma Cana de Pesca para o Meu Avô

 

 Uma Cana de Pesca para o Meu Avô de Gao Xingjian

Edição/reimpressão: 2004
Páginas: 118
Editor: Dom Quixote
Preço: 6,25€
 
Um hino à simplicidade e à beleza das pequenas coisas. É assim que se definem os seis pequenos contos que Gao Xingjian nos apresenta neste livro. Sem uma trama excessivamente complexa nem palavreado complicado, no entanto sem deixar de ter profundidade são nos retratadas situações do quotidiano e da China Rural. O primeiro conto intitula-se O Templo e narra um episódio ocorrido durante a lua-de-mel de um casal, que num impulso do momento decido visitar um templo abandonado, conhecido com o templo da Perfeita Benevolência. A acção passa-se toda ali, mas o autor consegue criar um cenário felicidade com as belíssimas descrições do lugar e do estado de espírito do casal. Somos quase invadidos por um sentimento de serenidade. O segundo conto passa-se num local bastante diferente: numa movimenta rua onde um homem acabou de ser mortalmente atropelado por um autocarro. A narrativa foca-se no pensamento dos transeuntes que param para observar. Como em qualquer outra parte do mundo, as pessoas sentem-se curiosas, especulam e rapidamente esquecem…foi apenas um homem que morreu entre os milhões que vivem na cidade.

 

É um texto que nos leva a reflectir sobre a brevidade da vida, mas sobretudo na indiferença que as pessoas manifestam umas pelas outras num mundo cada vez mais agitado. Esta indiferença também é expressa no terceiro conto A Cãibra em que um homem quase morre afogado, mas ninguém dá valor a essa experiência. Algumas temáticas são comuns a todos os contos: o campo por oposição à cidade, a infância, a memória…temáticas estas que parecem derivar da experiência de vida do autor. O quinto conto, No Parque, versa precisamente sobre a memória: duas pessoas conversam num parque sobre o seu passado. O sexto conto dá título ao livro e é também o mais extenso.

 

Um homem decide comprar uma cana de pesca que lhe lembra o avô e os tempos felizes da infância. É um texto doloroso, pois esses momentos felizes no campo com os avós foram substituídos por uma vida “robot” na grande selva de betão, com entretenimentos instantâneos e fúteis, além de perfeitamente controlados (“evidentemente toda a gente vê os mesmo programas, as informações nacionais das sete horas às sete e meia (…) um programa musical das nove e quarenta e cinco às dez horas”). Os cenários de infância foram destruídos pelo crescimento da cidade, funcionando a cana de pesca com um elo para aquele mundo perdido. O último conto intitula-se Instantâneos, sendo diferente de todos os outros: é constituído por momentos de vida de várias pessoas, como se se tratasse quase de um filme.A escrita do autor é de facto acessível e bastante lírica, o que acaba por contribuir para a sensação de melancolia e saudade dos contos (do penúltimo sobretudo). Ao mesmo tempo é uma escrita imprime ao texto uma beleza única, difícil de descrever por palavras.

 

Como apontamento biográfico, Gao Xingjian na china em 1940. Estudou língua e literatura francesa e entre 1966 e 1976 esteve preso num campo de trabalho (de “reeducação”). Em 1987 pediu asilo político à França, onde actualmente reside, tendo também adquirido nacionalidade francesa. Está proibido de publicar na china desde 1986. Em 2000 ganhou o prémio Nobel da Literatura.

 

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