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Desabafos Agridoces

"Not all girls are made of sugar and spice...Some are made of sarcasm and nothing is fine"

Desabafos Agridoces

"Not all girls are made of sugar and spice...Some are made of sarcasm and nothing is fine"

A minha veia poética abandonada...

 

Em tempos tive o hábito de escrever poemas num caderninho. Este caderninho ainda existe mas há anos que não o abro e há mais anos ainda que não escrevo lá nada...Deparei-me com ele quando andava a limpar o quarto, aliás as limpezas do meu quarto são uma espécie de arqueologia: estou sempre a encontrar coisas que nem sabia que ainda guardava. Pus-me a pensar porque razão já não escrevia ali nada...A primeira conclusão a que cheguei é que não tenho talento algum. Não que eu os tenha escrito para verem a luz dia, mas enfim...E alguns são um bocado ridículos. Uma vez fui a uma espécie de conferência em que Alice Vieira estava presente e lembro-me de ela dizer que aquilo que escrevemos quando somos jovens deve ficar bem fechado numa gaveta...Nunca me esqueci dessa palestra precisamente por causa disso e também porque estava um calor infernal. Analisando a esta distância acho que ela tem razão...

 

Também se dá o caso de eu ser uma pessoa cheia de pankas e uma delas é esta: não gosto de reler nada do que escrevo. Com algumas excepções claro, por exemplo o que escrevo aqui no estaminé  que não convém que tenha erros. Nem os meus textos escritos nos testes de português eu relia. Escrevia o que me vinha á cabeça, sem rascunho, um bocado a velocidade da luz e entregava...Atitude um bocado perigosa tendo em conta a minha disgrafia, mas pronto...Acho que esta mania acabou por remeter o meu caderninho dos poemas ao esquecimento.

 

Mas o que remeteu deveras a minha veia poética ao esquecimento pode ser explica naquelas três linhas ditas por Hemingway: Não há nada de complicado em escrever: é só sentarmo-nos em frente, já não da máquina de escrever, mas em frente PC ou á folha de papel e sangrar...Claro que eu podia escrever sobre coisas divertidas e superficiais: o sol brilha e os passarinhos cantam e blá blá, mas isso era fácil demais e eu nunca gostei dos caminhos fáceis. Quando abria o maldito caderno e começa a escrever, a caneta (as minhas fieis BIC roídas na ponta...) transformava-se numa navalha...dúzias delas. A cortar por dentro. Era como o álcool etílico: cura, mas arde para caramba...Ás tantas desisti ou fui desistindo. Já estive para mandar o caderninho para o lixo, mas um laivo de sentimentalismo impediu-me...Estou a ficar velha e mole. Talvez um dia o ressuscite...Já agora a imagem foi tirada do Cão que comeu o livro, um blog da qual gosto muito. 

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