Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]
Blog nada sério onde publico aquilo que me apetece: o que gosto, não gosto, opinanços sobre assuntos vários...Por vezes com umas gotinhas de ácido. Sejam bem-vindos!
Já tinha saudade de fazer um post destes, apesar do trabalho que dá...Escolhi Na Corda Bamba (Holy Fools) de Joanne Harris, editado em 2003.
1.
O título da edição portuguesa parece-me adequado. A personagem principal, Juliette, é actriz numa companhia de teatro itinerante e o seu número consiste em fazer piruetas em cima de uma corda. Já o título da versão holandesa aproxima-se mais do original. A imagem usada tem imensos pormenores da história: os objectos religiosos; o melro, o pano, a concha...Não gosto muito da letra escolhida para o título na versão holandesa: é demasiado pesada. tendo uma capa com cores fortes uma letra mais fina (como a portuguesa) ficaria melhor.

(Katy Perry)
Ora chove, ora faz sol...Nuns dias chego a casa encharcada noutros completamente ressequida. Está tudo a ficar doido...O tempo, as pessoas, o mundo e eu que tenho testes, trabalhos de grupo e entrevistas no mesmo dia...Aff.
Vai uma talhada de melancia para refrescar a alma?

Fiz os meus primeiros exames no final da quarta classe. Não lembro dos resultados, porém lembro-me da sala (que não era a minha habitual), do tempo que fazia (calor, mas corria um ventinho...Estava agradável), do lugar onde estava sentada junto à parede e do que estava lá colado (trabalhos de alunos com o título "o meu animal preferido"....mais perto de mim esta um trabalho onde uma aluna dizia que gostava muito de gatos e tinha desenhado um meio disforme). Curiosamente quando me lembro deste momento associo a uma certa felicidade. A partir daí deixou de haver felicidade associada a exames mas apenas sofrimento...A minha nota dependia deles.
Agora parece que os putos da 4º classe já farão exames que terão um grande peso na avaliação...Acho que até no 1º ano já fazem umas provas quaisquer. Vamos ser honestos: com sete ou oito anos (e agora já empurram os miúdos para a escola com cinco...Eu tinha sete quando entrei) a maior preocupação era aprender a assoar o ranho, ver desenhos animados aos sábados de manhã e escapar dos tabefes da professora...Não era propriamente fazer exames. Não entendo para que sujeitar os miúdos a stress quando vão ter mais de dez anos de escola pela frente.
De qualquer modo este sistema de avaliação por exames parece-me, no geral, pouco adequado, pois não leva em conta o que o aluno andou a fazer no ano, além disso imagine-mos que o aluno discutiu com os pais nessa manhã e está stressado, que acordou doente...Talvez fosse mais proveitoso ir avaliando os alunos ao longo do ano e assim ver quem tinha mais dificuldades e onde. E não precisava de ser necessariamente uma prova escrita, podia ser uma apresentação ou um trabalho prático coisa que falta a muitas disciplinas. Eu tive algumas cadeiras em que tinha de desenvolver um projecto com datas, apresentações periódicas do que já estava feito...Dava trabalho, muito mesmo e sim grande parte dos alunos está-se a marimbar, mas também há aqueles que querem aprender de facto...Não valerá apena fazer um esforço por esses?
Infelizmente, dá-se muita atenção ao extremos: ou o aluno é muito bom e salta para o quadro de honra e recebe certificados ou é muito mau e é preciso chamar os pais que nunca aparecem e arranjar uns malabarismos para o fazer passar de ano...Mas há alunos que estão ai no meio e que nunca recebem atenção. São calados, não dão trabalho, se tiverem dúvidas não perguntam e assim passam incógnitos com mais ou menos dificuldade...Eu era mais de extremos: numas disciplinas eram muito boa e noutras era muito má ainda por cima tinha tendência a fazer comentários impertinentes, por isso era normal que os professores se lembrassem de mim.
Claro que este de método contínuo implica trabalho. Imaginem os professores a fotocopiarem fichas para trinta alunos de cinco ou seis turmas...E o tempo que era preciso: entregar, fazer, levar, uma aula para corrigir. Tempo perdido para dar matéria, porque o ensino português é assim: despeja-se, decora-se, espeta-se no exame e esquece-se, tipo escola medieval (e o estrado? esse belo símbolo da escola? tenho de fazer um post sobre ele).
A outra ministra ficou conhecida pela falta de exigência e este parece que quer ir ao outro extremo, mas um ensino retrogrado não quer dizer que seja bom...E assim continuamos a ter um ensino burocrático e insensível.
Depois da Feira do Livro tinha planeado não comprar mais nada nos próximos tempos, porque bem...deve haver um controlo. A ideia de ter de comprar outra estante não é muito agradável. Só que não consigo dar um passo sem tropeçar em alguma promoção.
- A Book.it pôs os livros de Isabel Stilwell com 30% de desconto (em princípio vou aproveitar para comprar Catarina de Bragança, que passou dos 23 euros para 15 e tal)
- encontrei na estação da Amadora uma banca que vende livros baratos
- na estação de Benfica abriu também uma lojinha e tipo eu passo lá duas vezes ao dia (não dá para fugir por nenhum lado...). Ainda não vi os preços, mas espreitei lá para dentro e parece ter bastante variedade.
Como dizem os brasileiros, véi na boa...Assim não dá! Vou falir...